Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 15 de Outubro de 2018, 08:59 - A | A

15 de Outubro de 2018, 08h:59 - A | A

POLÍTICA / SOMA MAIS DE 73 ANOS

Justiça condena novamente ex-chefe de gabinete de Riva por desvios na AL

Luana Valentim



Foto: (Reprodução/Web)

Feleiros

 

O juiz da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Marcos Faleiros condenou novamente o ex-chefe de gabinete do ex-deputado estadual José Riva (sem partido), Geraldo Lauro a 15 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime fechado. Essa é mais uma ação penal decorrente da operação Arca de Noé, que investigou desvios de recursos públicos da Assembleia Legislativa, por meio de contratos firmados com empresas “fantasmas”.

 

 

Geraldo ainda terá que pagar de 36 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos, devidamente corrigido.

 

 

Com essa condenação, Geraldo Lauro, soma mais de 73 anos de prisão, pois já foi condenado pelo mesmo magistrado por outros crimes ligados a Casa de Leis. 

 

Também foram alvos da sentença, o contador José Quirino Pereira, o técnico em contabilidade Joel Quirino Pereira e Nilson Roberto Teixeira, ex-gerente do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

 

 

Na decisão, o juiz condenou José e Joel a 13 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, além do pagamento de 32 dias-multa no valor de 1/30 do salário mínimo.

 

Já Nilson pegou 8 anos, 10 meses e 20 dias de prisão, em regime fechado, além do pagamento de 32 dias-multa.

 

Já Guilherme da Costa teve a punibilidade extinta pelo magistrado, devido a sua idade avançada, sendo mais de 70 anos.

 

Condenações:

 

No último dia 10, o magistrado condenou Geraldo há mais de 20 anos de prisão, por ter participado do esquema que desviou milhões da Assembleia.

 

Além dele, os contadores e irmãos José Quirino Pereira e Joel Quirino Pereira, também foi condenado por terem participado do mesmo esquema que Geraldo e desviou dinheiro público da Assembleia. Eles foram condenado há 13 anos de prisão cada. Eles que também já foram condenador por outros esquemas, as penas ultrapassam mais de 40 anos de prisão cada. 

 

Geraldo Lauro foi ex-gerente de Confiança Factoring Fomento Mercantil, que é propriedade de João Arcanjo Ribeiro e Nilson Roberto Teixeira. Ele foi setenciado a 8 anos de prisão e 10 meses.

 

No dia 24 de setembro, foi publicado no Diário Oficial de Justiça a decisão do magistrado em que sentenciou Geraldo a cumprir 13 anos e 4 meses de prisão, em regime fechado, além de 34 dias-multa, pena esta que também foi fruto de um processo da Arca de Noé.

 

Esquema na Assembleia

 

A operação foi deflagrada em 2003 e resultou na prisão de Arcanjo que desde então, responde na Justiça a várias ações penais. E após 15 anos detido, o ex-bicheiro conseguiu, em fevereiro, a sua progressão de regime e sair da prisão.

 

Arcanjo é apontado como intermediador no esquema de desvios na Assembleia Legislativa, cometido pelo suposto grupo criminoso formado pelos ex-deputados estaduais José Riva e Humberto Melo Bosaipo, além de ex-servidores da Casa de Leis.

 

De acordo com a denúncia formulada pelo Ministério Público Estadual, os então representantes da AL simulavam a aquisição de mercadoria por meio de empresas “fantasmas” e emitiam cheques, que eram falsamente endossados ou sacados.

 

A lavagem desse dinheiro desviado era feita na Confiança Factoring, de propriedade de Arcanjo. Os cheques emitidos pela Assembleia eram depositados na empresa que lucrava com parte de seu valor, a título de intermediadora da negociação. O suposto esquema teria desviado milhões em recursos públicos.

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