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POLÍTICA Quarta-feira, 19 de Julho de 2017, 08:37 - A | A

19 de Julho de 2017, 08h:37 - A | A

POLÍTICA / NOVO PRAZO

Legislativo prorroga CPI do MPE por mais 90 dias

por Redação



(Foto: Reprodução)

Assembleia Legislativa

 

Após pedido de Colégio de Líderes da Assembleia Legislativa (AL), o prazo de trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) foi prorrogado por 90 dias. A decisão foi publicada na última segunda-feira (17), no Diário Oficial Eletrônico da AL.

 

A CPI foi criada para investigar a conduta de membros do Ministério Público Estadual, relacionada a supostas irregularidades na negociação de cartas de créditos, ocorridas na área sujeita ao controle e fiscalização do Poder Legislativo Estadual.

 

A prorrogação começa a contar em 20 de julho próximo, quando encerra o prazo anterior. Esta já é a quarta prorrogação, sendo a primeira em 28 de abril de 2016. Segundo o presidente da CPI do MPE, o deputado Oscar Bezerra (PSB), o extensão visa melhorar a investigação.

 

O relator da comissão, deputado Dr. Leonardo (PSD), informou que os trabalhos estão na etapa de elaboração de relatório. “Voltando do recesso, vamos falar com a equipe técnica para verificar se há ainda demanda de ouvir alguém”, explicou o parlamentar.

 

A decisão aconteceu em sessão na última sexta-feira (13), e dentre os motivos das mudanças, constam os afastamentos dos titulares Max Russi (PSB) e Wilson Santos (PMDB) – que assumiram pastas no Executivo, e de José Carlos do Pátio (SD) – que assumiu a prefeitura de Rondonópolis.

 

Além do presidente e do relator, compõem a CPI do MPE como titulares os deputados Mauro Savi (PSB), Gilmar Fabris (PSD) e Dilmar Dal Bosco (DEM). Os suplentes são os deputados Guilherme Maluf (PSDB), Wagner Ramos (PSD), Wancley Carvalho (PV), Sebastião Rezende (PSC) e Baiano Filho (PSDB).

 

A comissão foi criada para investigar as suspeitas que vieram à tona durante a 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada em maio de 2014. À ocasião, mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa do ex-secretário de Estado de Fazenda, Eder Moraes, onde foram encontrados documentos e planilhas detalhando pagamento de precatórios a promotores e procuradores de Justiça. Segundo informações contidas nos documentos, 45 promotores teriam sido beneficiados com um valor total superior a R$ 10,3 milhões.

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