Cuiabá, 18 de Julho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 15 de Maio de 2019, 15:55 - A | A

15 de Maio de 2019, 15h:55 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO SANGRIA

Médicos envolvidos em esquema pedem flexibilização de prisão domiciliar para atender plantões

Fernanda Nazário
Única News



Os médicos investigados na “Operação Sangria”, Luciano Correia, Fábio Liberali Weissheimer e Huark Douglas Correia, pediram à juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que as medidas cautelares que eles seguem sejam flexibilizadas. Eles querem exercer a medicina, mas estão impedidos pela Justiça de saírem de casa entre 19h e 06h e de frequentarem unidades de saúde públicas estaduais e municipais.

Os médicos são acusados de fraudarem licitações para beneficiar empresas da área de prestação de serviços médicos em contratos com a Secretaria Municipal de Saúde e com o Estado de Mato Grosso. O crime pode ter causado danos de R$ 14,6 milhões à Prefeitura de Cuiabá.

No documento, o advogado dos investigados, Hélio Nishiama, conta que Fábio e Luciano já descumpriram a medida cautelar. No dia 7 de maio, Luciano chegou em casa meia hora depois do estipulado pela justiça, às 19h30.

A defesa alega que o médico teve que atender, às 18h49, uma paciente com cisto na região do apêndice. “Conforme documento anexo, razão pela qual chegou à sua casa às 19h30. O que foi imediatamente comunicado à Central de Monitoramento".

Já Fábio, no dia 08 de maio, precisou entender um paciente às 18h41, se atrasou e chegou na sua residência às 19h10, ou seja, 10 minutos depois do determinado pela justiça. “Dessa forma, requer-se a Vossa Excelência o acolhimento das justificativas dos oras requerentes, ressaltando-se que é a intenção de ambos cumprir rigorosamente as cautelares diversas de prisão”, diz o advogado.

Fábio atende na UPA da Morada do Ouro, de segunda a terça-feira, das 19h às 07h. Huark trabalha no Pronto Socorro de Cuiabá, de segunda a sexta-feira, das 07h às 11h. Além dos horários regulares, eles atendem escala de plantão, que pode ser diurna ou noturna. Luciano é professor de medicina na UFMT e trabalha no Hospital Universitário Júlio Muller, nas segundas-feiras, das 8h às 12h, e nas quintas-feiras, das 13h às 17h. Ele também atua na clínica da família no CPA, toda quarta-feira, das 13h às 17h.

Os dois médicos ainda atendem hospitais particulares, como Unimed e Santa Rosa.

Diante da dificuldade que os médicos estão tendo em cumprir com os horários da Justiça, devido ao trabalho que realizam, a defesa pede afrouxamento da medida cautelar. O advogado solicita que seja alterado o recolhimento do horário noturno para Luciano, permitindo que o médico retorne à sua residência às 21h.

O advogado quer também que Luciano, Fábio e Huark possam trabalhar à noite, nos finais de semanas e feriados.

Como eles estão proibidos de frequentarem uma unidade de saúde pública municipal, a defesa pede que essa medida sela relativizada para Fábio e Huark, que atendem na UPA e Pronto Socorro da capital, respectivamente.

A juíza ainda não avaliou os pedidos dos investigados. Como eles descumpriram uma medida cautelar, a juíza pode não aceitar a justificativa da defesa e decretar o retorno deles à prisão.

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