Cuiabá, 25 de Maio de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 05 de Outubro de 2017, 15:00 - A | A

05 de Outubro de 2017, 15h:00 - A | A

POLÍTICA / POR GRAMPOS

Procuradoria Geral desmente pedido de afastamento ou prisão de governador

Marisa Batalha



(Foto: Gcom-MT)

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Há pelo menos dois dias rola nos bastidores jornalísticos, a informação de um possível afastamento ou mesmo um pedido de prisão para o governador tucano, Pedro Taques, supostamente pelo caso dos grampos. 

 

A rede clandestina de escutas ganhou notoriedade após matéria veiculada em maio, pelo programa Fantástico, da Rede Globo, sobre as interceptações clandestinas em Mato Grosso - sob o comando de PMs de alta patente - e que teria monitorado pelo menos 120 pessoas, entre advogados, magistrados, médicos, deputados e jornalista. Os grampos vêm sendo investigados pelo Tribunal de Justiça, com a relatoria nas mãos do desembargador Orlando Perri.

 

(Foto: Ilustração/Reprodução/Web)

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Mas, de acordo com um site que faz às claras oposição ao governo, Taques teria seu pedido de prisão realizado a qualquer momento pela Procuradoria Geral da República e acatado pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Em matéria veiculada nesta quinta-feira (05), o site MPopular, reitera que 'o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), deve pedir o afastamento do governador Pedro Taques nas próximas horas ou dias. A decisão deve ser embasada no depoimento do coronel Evandro Lesco, que segundo fontes do MPopular, acabou revelando tudo à PJC/MT, na última quarta (04). [...] E ainda que rede de grampos teria crescido 'e que segundo o desembargador Orlando Perri, à frente do caso, chegou a grampear 7 mil pessoas em todo Mato Grosso'. E ainda assegura, na matéria, que 'o afastamento de Pedro Taques deverá ser confirmada a qualquer momento'.

 

Após diversas ligações do Site Única News para fontes bastante confiáveis que vão desde jornalistas, advogados renomados, a promotores e até parlamentares, a informação ficou somente nas possibilidades jurídicas, mas sem nenhuma exatidão, de fato! 

 

Assim, sob o olhar investigativo, a reportagem recorreu a Procuradoria Geral da República, até como forma de colocar fim à especulação e obteve como resposta 'de que não havia por parte da PGR nenhum pedido de prisão ou de afastamento em relação ao governador'.

 

Deixando, no entanto, claro, que a instalação em Mato Grosso do que está sendo chamado de 'Grampolândia Pantaneira' estaria, sim, 'sob investigação, ainda que sob sigilo. E, portanto, não havia como passar, sobre este caso [dos grampos], nenhuma outra informação'. 

 

Talvez os burburinhos sobre o suposto afastamento de Taques tenham ganhado sonoridade pelo fato de ter sido autorizado nesta última quarta-feira (04), pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Lorena Jardim - após pedido de Perri -, que todos os equipamentos apreendidos na operação Esdras, referente ao esquema da rede de escutas ilegais, no âmbito da Polícia Militar de Mato Grosso, sejam periciados pela Polícia Federal (PF). 

 

A entrada em cena da PF teria como objetivo, evitar obstrução na investigação já que envolve militares da alta patente, que até poucos dias ocupavam o quadro no staff da atual gestão estadual. Entre os aparelhos que devem ser periciados estão celulares, computadores, notebooks e tablets. Todos os materiais foram apreendidos na Secretaria de Segurança Pública (Sesp), durante a deflagração da Esdras. 

 

Grampolândia

 

O esquema conhecido como “barriga de aluguel”,  quando números de telefones de cidadãos sem conexão com uma investigação, são inseridos em um pedido de quebra de sigilo telefônico à Justiça, foi denunciado à Procuradoria Geral, pelo promotor de Justiça Mauro Zaque, ex-secretário de Estado de Segurança Pública, na adminitração de Taques. O caso veio à tona em 14 de maio deste ano, após matéria veiculada pela Rede Globo. 

 

Na matéria do Fantástico, o promotor Mauro Zaque revela que teria recebido uma denúncia anônima, ainda como secretário, revelando o esquema realizado em 2015. E que teria levado o fato ao conhecimento do gestor estadual.

 

Já Taques argumentou que Mauro Zaque não entregou a denúncia em mãos para ele, chegando a abrir uma ação contra seu ex-secretário. 

 

Meses mais tarde, no final de setembro, antes de ser desencadeada a operação Esdras, pela Polícia Civil, a pedido do magistrado Orlando Perri, o governador Pedro Taques (PSDB), que em todos estes meses rearfimava não ter conhecimento da rede de grampos clandestinas, utilizou a sua página do facebook, para afirmar que teria solicitado ao Supremo Tribunal de Justiça, a abertura de inquérito para ser investigado. De acordo com Taques, a petição encaminhada no dia 25 de setembro, colocaria um ponto final às dúvidas que poderiam pairar sobre ele.

 

No post feito na rede social, Taques diz que 'trocando em miúdos, eu mesmo pedi ao STJ que me investigue. Meu intuito com a petição, é acabar com essa história que vem sendo utilizada de forma politiqueira e vil, tentando me imputar de forma mentirosa essa acusação, criando uma cortina de fumaça para confundir o cidadão de bem deste Estado, que vem sofrendo as consequências de um passado recente de roubo do dinheiro público'. 

 

Ainda argumentando 'que ninguém está acima ou abaixo da lei, nem tampouco pode ter vantagens qualquer um que exerça qualquer cargo público'. Mas que, entretanto, igualmente ninguém deve ser “arbitrariamente julgado” por quem não tenha competência de julgar de acordo com a lei.  

 

Com a deflagração da Esdras vários nomes que compunham o staff do gestor tucano acabaram sendo presos no dia 27 de setembro, como os secretário de Justiça e Direitos Humanos, coronel Airton Siqueira; o ex-secretário-chefe da Casa Militar, coronel Evandro Lesco, que já cumpria prisão domiciliar; o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques; o ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, que já cumpria medidas cautelares por ordem da Justiça, como o uso de tornozeleiras e que igualmente terminou preso na operação.

 

(Foto: Ilustração)

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(Foto: Ilustração/Reprodução/Web)

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