Cuiabá, 29 de Maio de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017, 11:48 - A | A

13 de Dezembro de 2017, 11h:48 - A | A

POLÍTICA / APREENSÃO DE DOCUMENTOS

Riva assume ser alvo da Ararath, mas evita falar sob alegação que operação está em sigilo

Da Redação



(Foto: Reprodução)

Riva

 

Na Assembléia Legislativa - onde foi depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Ministério Público Estadual (MPE) -, o ex-deputado estadual, José Geraldo Riva confirmou ter sido alvo de nova operação desencadeada nesta quarta-feira (13), pela Polícia Federal, na Ararath.

 

Riva, no entanto, evitou dar detalhes, em função do segredo de Justiça decretado no processo, mas confirmou aos jornalistas que a nova fase da operação Ararath, deflagrada hoje, estaria ligada à delação do empresário Avilmar.

 

"A busca e apreensão ocorrida em meu escritório, me Cuiabá, foi por causa de uma situação que ele falou e que ainda não tenho domínio, por estar em segredo de Justiça. O que posso dizer que a PF apreendeu documentos da Ararath, inclusive algumas coisas que poderiam ter sido apreendidas em outros momentos. Assim, as buscas ocorreram somente no meu escritório e não na minha casa.  Assim, tudo que poosso dizer por enquanto é isto, já que não se fala o que corre em segredo de Justiça", disse o ex-deputado.

 

A operação Ararath foi baseada no nome de um monte na Turquia onde, segundo a Bílbia, foi encontrada a Arca de Noé, após o dilúvio. E a Ararath, em Mato Grosso, é uma continuidade da operação Arca de Noé deflagrada em 2002, que resultou na prisão do ex-comendador Arcanjo Ribeiro, na época dono das factorings que emprestava dinheiro à Assembleia.

 

Assim, a operação investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e crimes financeiros em Mato Grosso envolvendo factorings, oarticularmente a de Arcanjo. Comumente as transações realizadas em factorings são compras de títulos, aquisição de ativos, como duplicatas, cheques, decorrentes de vendas mercantis ou de prestação de serviços de fachada, ou seja como “bancos clandestinos", fazendo empréstimos quase sempre fraudulentos.

 

O Radar do colunista da revista Veja, Gabriel Mascarenhas, diz que Riva ao assinar o acordo com a Procuradoria Geral da República (PGR), entregou até recibos de pagamento de suborno a deputados estaduais.

 

No último mês, a Veja assegurou que delação de Riva mostraria mais de 100 milhões em suborno.

 

Riva responde a 107 ações na Justiça pelos crimes de peculato, improbidade administrativa e corrupção. Ele foi preso pela primeira vez em 2014 durante a Operação Ararath, em Cuiabá.

 

Acusação

Na Ararath, o ex-parlamentar é acusado de ter sido beneficiado por um banco clandestino operado pelo empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior.

 

Na manhã de hoje, Riva ao ser questionado pela imprensa, disse que estaria indo para a Assembleia Legislativa para prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre as Cartas de Crédito, que foi criada para investigar possíveis irregularidades na negociação de cartas de créditos, que supostamente envolveria outros membros do Ministério Público Estadual (MPE). 

 

 

 

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