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POLÍTICA Segunda-feira, 19 de Junho de 2017, 10:05 - A | A

19 de Junho de 2017, 10h:05 - A | A

POLÍTICA / APÓS DENÚNCIA

Saguás diz que "viagens eram atividades parlamentares", ao rebater mau uso de VI

Por Suelen Alencar/ Única News



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"Nesse caso, não tem irreguladidade porque eu estou em uma atividade parlamentar eminentemente política e não estou financiando campanha eleitoral de ninguém", disse Saguás.

 

O deputado federal, Saguás de Moraes (PT) apontado como um dos parlamentares que supostamente usaram o dinheiro de verba indenizadotória para fazer viagens durante o periodo eleitoral de eleição para prefeitos, segundo reportagem divulgada pelo jornal Bom dia Brasil nesta segunda feira (19), disse que " não tem nada de ilegalidade nas suas viagens", pois não se trata de sua campanha eleitoral. 

 

De acordo com o regimento interno da Câmara Federal, o art 15 descreve que "não serão permitidos gastos de caráter eleitoral". No entanto para Saguás a atividade parlamentar é eminentemente política e que não se trata de financiar campanha de aliados. 

 

"A atividade parlamentar é uma atividade eminentemente política. no periodo da minha campanha eu estou a disposição da campanha e não posso fazer isso, todos os gastos da campanha  é meu. Na campanha dos prefeitos eu não sou candidato, como meu mandato continua eu tenho agendas. Toda semana eu tenho agenda, nessas campanhas de prefeito não temos recesso e por isso a atividade parlamentar continua. Então tem cidade que você tem prefeuto que apoia e é nesse momento que você se reune com os vereadores por exemplo, que vão lhe cobrar as emendas parlamentares", explicou em entrevista ao site Única News.  

 

Para os 513 deputados federais, desde o início do pleito em fevereiro de 2015 até o mês de maio de 2017 forma disponibilizados cerca de 476.203.974,52 em verbas indenizatórias.

 

O parlamentar de Mato Grosso citado na reportagem nesta segunda-feira (19) disse ao site Única News que suas viagens para a região do Araguaia - por exemplo -  são para atividade parlamentar e que nem todos os lugares que visitou tinha aliados políticos como candidatos a prefeito.  

 

"Não se trata de atividade eleitoral, por exemplo em quatro municípios  que eu não apoiava nenhum prefeito mas fomos para atividade parlamentar[...] se você for em uma festa de rodeio, as pessoas vão condenar, mas é nesses lugares que você é abordado. Nem todos vereadores podem ir a Brasília é atividade parlamentar eminemtimente política", defendeu. 

  

(foto: reprodução / Globo)

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A reportagem cita ainda que diversos parlamentares que usaram aviões, jatinho para participarem de campanha de aliados políticos. Uma das comparações usadas foi a própria rede social dos deputados que por uma pesquisa rápida na internet é possivel notar que as datas das publicações na rede coencide com as datas dos documentos comprovados no portal da transparência. O documento demostra que Saguás gastou 35 mil da verba indenizatória e que teria percorrido 75 km de jato. 

 

"Quando eu vou para Araguaia, eu não posso me dar ao 'luxo' de ir a Barra do Garças e na outra semana ir para Confresa e voltar é muito caro e não dá tempo. Temos apenas alguns dias pra fazer isso, nessa regiões mais distantes nós vamos de avião", explicou. 

 

Além de Ságuas, mais cinco deputados federais foram acusados de usar o cotão para este propósito, são eles: Giacobo (PR-PR), Átila Lins (PSD-AM), Júlio César (PSD-PI), Jutahy Júnior (PSDB-PA) e Nilson Pinto (PSDB-PA).A denuncia será apresentada ao Ministério Público Federal por um grupo independente chamado "Operação Política Supervisionada" que acompanha as atividades parlamentares e que tem atuado como um "fiscalizador" do dinheiro público em Brasília.

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