Cuiabá, 29 de Maio de 2024

POLÍTICA Sexta-feira, 23 de Junho de 2017, 13:30 - A | A

23 de Junho de 2017, 13h:30 - A | A

POLÍTICA / JUSTIÇA ACATA DENÚNCIA

Savi, Riva e Maksuês se tornam réus por desvio de R$ 2,2 mi na AL em esquema com gráfica

Da Redação



(Foto: AL-MT)

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Justiça aceita denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) contra o deputado estadual Mauro Savi (PSB), os ex-deputados José Riva (sem partido) e Maksuês Leite, acusados de desviar R$ 2,273 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa por meio de fraudes na aquisição de material gráfico.

 

A origem da fraude estaria em um acordo dos ex-deputados José Riva, na época presidente do Legislativo, e Maksuês Leite, que exercia mandato de parlamentar. A denúncia foi acatada no último dia 19 de junho pelo juiz da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular, Luis Aparecido Bortolussi. E ainda envolve o ex-secretário de finanças da Assembleia Legislativa, Luiz Márcio Bastos Pommot, o ex-gerente de manutenção e serviços gerais do Legislativo, Djan da Luz Clivatti, e os empresários Jorge Luiz Martins Defanti e Gleisy Ferreira de Souza.

 

O magistrado ainda negou pedido da defesa para desbloquear o patrimônio dos acusados e tampouco para reconhecer a inépcia da ação e incompetência da Vara Especializada em Ação Civil Pública e Popular.  A decisão atendeu pedido do Ministério Público Estadual (MPE), autor da ação civil pública por improbidade administrativa.

 

De acordo com as investigações do Ministério Público, Riva propôs a Maksuês Leite a criação de uma gráfica para pagamentos ilícitos. A partir daí, Maksuês indicou a empresa Propel, que passou a participar das licitações fraudulentas, praticadas de forma simulada, juntamente com o empresário Jorge Defant, proprietário da gráfica Defant.

 

De acordo com a denùncia, as compras simuladas lançaram mão de pagamentos irregulares que alcançaram o valor de R$ 2,273 milhões. Mesmo com o repasse do valor, nenhum material foi entregue. Todo o esquema foi confessado por Maksuês Leite, em depoimentos ao Ministério Público.

 

As investigações apontaram ainda que o ex-parlamentar, José Geraldo Riva, Mauro Savi, Marcio Pommot e o dono da gráfica, Jorge Defant, formavam a diretoria da estrutura. O ex-presidente determinava quem entrava no esquema, Savi assinava as ordens de pagamento como se fossem regulares e Pommot realizava contato direto com as empresas. Conforme os autos, a Assembleia Legislativa, entre 2011 e 2013, pagou a estratosférica quantia de R$ 68 milhões em serviços gráficos.

 

O outro lado

 

Por meio de nota, o deputado estadual Mauro Savi (PSB) negou veementemente qualquer participação em atos ilícitos quando ainda ocupava o cargo na primeira-secretaria. 

 

"O deputado estadual Mauro Savi nega que tenha participado de qualquer ato irregular na aquisição de materiais gráficos para a Assembleia Legislativa , na época em que esteve frente a primeira-secretaria da Casa. A assessoria jurídica do parlamentar esclarece não haver existência de provas que imputa Mauro Savi neste processo.  Além disso, a acusação é baseada somente em colaboração premiada, sem elementos de materialidade', disse deputado. 

 

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