Cuiabá, 25 de Maio de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 13 de Julho de 2017, 14:33 - A | A

13 de Julho de 2017, 14h:33 - A | A

POLÍTICA / NINGUÉM ESTÁ ACIMA DA LEI

Taques chama de exemplar a condenação de Lula pelo Juiz Sérgio Moro, ainda que caiba recurso

Da Redação



(Foto: Gcom-MT)

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A condenação do ex-presidente Lula da Silva a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, pelo juiz Sergio Moro virou o epicentro das notícias veiculadas em todo o país e vem causando um imenso burburino nas redes sociais. A sentença proferida nesta última quarta-feira (12) ainda cabe recurso no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre (4º TRF).

 

Taques - chefe do Executivo estadual -, que nunca escondeu suas diferenças ideológicas com Lula,  classificou como exemplar a condenação do petista. Em conversa com à imprensa, ainda nesta quarta - durante a entrega de aparelhos de ar-condicionado à Escola Estadual Hélio Palma, em Cuiabá -, o gestor de Mato Grosso, voltou a falar a frase que o deixou célebre ['ninguém está acima da lei'] para se posicionar quanto a decisão de Moro, no caso do ex-presidente. 

 

Ainda revelando que a condenação é 'um marco na história do Brasil', pois é a primeira vez que um ex-presidente do Brasil é condenado por corrupção. Ela está tutelada pelo processo em que o petista foi acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de receber propina da OAS, uma das empreiteiras do chamado clube do bilhão, que se refestelou nos últimos anos com contratos bilionários na Petrobras.

 

Entre as vantagens recebidas por Lula, segundo a acusação, está um apartamento tríplex no balneário do Guarujá, em São Paulo.

 

O governador ainda lembrou de uma passagem, quando ainda era senador, quando disse em plenário, no Congresso Nacional, 'que nenhum cidadão deveria ser colocado acima da lei, ainda que essa pessoa se tratasse de um ex-presidente da República.  

 

À época do pronunciamento de Taques, Lula havia sido acusado pelo publicitário Marcos Valério, condenado a 40 anos de prisão por envolvimento no esquema do mensalão. O então senador cobrou que as investigações fossem realizadas com cautela.

 

O juiz Sergio Moro condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e meio de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo em que o petista foi acusado pela força-tarefa da Lava-Jato de receber R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas pagas pela OAS, uma das empreiteiras do chamado clube do bilhão, que se refestelou nos últimos anos com contratos bilionários na Petrobras. 

 

Entre as vantagens recebidas por Lula, segundo a acusação, está um apartamento tríplex no balneário do Guarujá, em São Paulo. É a primeira vez que um ex-presidente do Brasil é condenado por corrupção.

 

Os procuradores sustentaram ainda que companhia gastou R$ 926 mil para reformar o apartamento e outros R$ 350 mil para instalar móveis planejados na unidade, sempre seguindo projeto aprovado pela família de Lula. Desde o início da investigação que deu origem à sentença agora proferida por Moro, o ex-presidente sempre negou ter recebido vantagens da OAS.

 

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