Cuiabá, 26 de Maio de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 12 de Julho de 2017, 10:59 - A | A

12 de Julho de 2017, 10h:59 - A | A

POLÍTICA / "BARRIGA DE ALUGUEL"

Taques volta a negar ligação com grampos e aguarda fim das investigações

Wellyngton Souza / Única News



(Foto: Reprodução)

Pedro Taques

 

O governador Pedro Taques (PSDB), voltou a negar qualquer envolvimento no esquema de escutas ilegais que foram supostamente operados pela Polícia Militar.

 

Em entrevista a um programa de rádio na manhã desta quarta (12), o gestor estadual afirmou que tomou conhecimento pelo então ex-secretário de Segurança Pública e promotor, Mauro Zaque informalmente.

 

“Eu não tenho absolutamente nada a ver com os grampos ilegais. Não grampeei ninguém e nem mandei grampear ninguém. Agora, algo existiu aí. Como disse o promotor Marcos Bulhões, do Gaeco, 'uma patifaria existiu aí'”, disse.

 

Taques ressaltou que pediu a Zaque para que relatasse através de um documento - como ócios do ofício, e então encaminhou a denúncia ao Ministério Público Estadual (MPE) afim de que o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) investigasse o caso.

 

“Como governador recebe fofoca todos os dias mandei então que colocasse no papel. O que ele relatou eu enviei ao MPE - ao Gaeco, e daí está fora da minha governança. Esse é o ponto”.

 

Ainda segundo Taques, a história tem outro ponto, porém não é de seu conhecimento. “O promotor Mauro Zaque disse que entregou outro documento, mas eu não recebi”, pontua. O governador comentou ainda a prisão de parte do secretariado estadual decorrente das investigações do grampo.

 

“O secretário-chefe da Casa Militar e o secretário-adjunto, coronéis Evandro Lesco e Ronelson Barros, estão presos e confio nestes dois. Sabemos que a prisão não significa nada tendo em conta ampla defesa, contraditório. O comandante da PM à época, ex-coronel Zaqueu Barbosa – também detido - é um homem descente e a sociedade mato-grossense o conhece. E tenho a absoluta certeza de que isso será esclarecido".

 

Conforme a denúncia de Zaque, mais de 100 números telefônicos de empresários, médicos, jornalista e uma deputada foram inseridos de forma irregular em um esquema de escutas clandestinas que apurava crimes cometidos por uma suposta quadrilha de traficantes. De acordo com a denúncia, os telefones foram inseridos pelos próprios oficiais da Polícia Militar. (Com informações do Chamada Geral – Mega 95 FM) 

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