Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 14 de Junho de 2017, 09:18 - A | A

14 de Junho de 2017, 09h:18 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO CASTELO DE AREIA

TJ nega afastamento de Selma de operações que investigam João Emanuel

Wellyngton Souza / Única News



(Foto: Divulgação)

EX-VEREADOR-JOAO-EMANOEL.jpg

 

A juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, permanece na condução de investigar os crimes que deflagraram a operação Castelo de Areia e investigam o ex-presidente da Câmara, João Emanuel e seu irmão, o advogado, Lázaro Moreira, que são réus no processo.

 

A decisão foi assinada pelo relator do pedido de suspeição, o desembargador Orlando Perri, da Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), que julgou improcedentes dois processos da defesa do ex-vereador que pedia afastamento da Selma das investigações.

 

A defesa do ex-parlamentar alegou que a magistrada não estava apta para julgar ações em que Emanuel é envolvido nas ações.

 

Dentre os motivos apontados pela defesa para afastar Selma Arruda da condução do processo, estavam o fato dela ter determinado a instauração de um processo administrativo disciplinar contra os advogados de João Emanuel pelo fato de não terem comparecido à audiência que se realizaria no último dia 7, dia em que estava prevista a oitiva do ex-vereador, o que não ocorreu por conta da greve dos agentes penitenciários, o que também motivou a ausência dos advogados. A defesa também apontou o vazamento de informações sigilosas à magistrada.

 

De acordo com a decisão do desembargador Orlando Perri, não foram encontrados fatos para que comprovem uma conduta irregular da magistrada e com isso, ela deve ficar na manutenção.

 

Nas últimas tentativas para tentar afastar a magistrada, a defesa alegou ainda que a magistrada tem interesses político-partidários, situação vedada pela Lei Orgânica da Magistratura (Loman). E destacou no pedido de suspeição, que Selma mantém ligação com o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB), e com o ministro da Agricultura, Blairo Maggi.

 

Os advogados do ex-parlamentar argumentaram que a magistrada atua como juíza nos processos e como vítima em uma investigação policial, aberta em razão de denúncia feita por ela mesma, na qual é apurado suposto plano de João Emanuel, junto com um preso do comando vermelho, para assassiná-la.

 

Outra acusação impetrada pela defesa, é referente a um processo em que o ex-prefeito de Cuaibá, Mauro Mendes, estaria envolvido. Porém, a juíza não teria realizado a sessão com o depoimento do ex-gestor.

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