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POLÍTICA Domingo, 04 de Junho de 2017, 14:26 - A | A

04 de Junho de 2017, 14h:26 - A | A

POLÍTICA / ARCA DE NOÉ

Valor atualizado de 'rombo' feito por Riva chega a R$ 10 milhões

Da Redação



(Foto: Reprodução)

Riva

 

A Justiça de Mato apontou que o valor de R$ 4,2 milhões desviado por José Gevaldo Riva, quando ainda era presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, se fosse atualizado o montante chegaria a R$ 10 milhões.

 

Riva foi condenado a 22 anos, 4 meses e 16 dias de reclusão, em pena a ser cumprida em regime fechado, pela magistrada Selma Rosane Arruda, da Sétima Vara Criminal de Cuiabá. No entanto, tem ainda o direito de recorrer em liberdade.

 

A decisão é referente a Operação Arca de Noé que desviou R$ 4,2 milhões dos cofres públicos, seguindo o Ministério Público o valor cehga a R$ 11 milhões. De acordo com os autos, José Riva, o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, Humberto Bosaipo, Guilherme da Costa Garcia, Varney Figueiredo Lima, Luis de Godoy, Nivaldo Araújo, Geraldo Lauro, José Quirino Pereira, Joel Quirino Pereira e Nilson Roberto Teixeira praticaram os crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

 

Segundo o MP, cerca de 87 pagamentos irregulares foram efetuados em cheques pela Assembléia Legislativa de Mato Grosso em favor da empresa Prospecto Publicidade, ocorridos entre junho de 2000 e novembro de 2002, os valores estavam em factorings do ex-bicheiro.

 

Na época o processo contra Riva chegou a tramitar no Superior Tribunal de Justiça, por possuir foro privilegiado. No entanto, em 2015 o processo foi remetido a Sétima Vara Criminal de Cruiabá pois o Riva deixou de ser deputado estadual.

 

OUTRA CONDENAÇÃO

 

Esta é a segunda condenação de José Riva na 7ª Vara Criminal. Em março deste ano, ele foi condenado há 21 anos de prisão pelo desvio de mais de R$ 2 milhões por meio de pagamentos a empresa  "João Roberto Borges Papelaria", também de fachada.  Ou seja, ele já acumula 43 anos de condenações em setentenças decretadas por Selma.

 

Os processos contra o ex-deputado ganharam celeridade após ele deixar o cargo na Assembleia Legislativa, em fevereiro de 2015. Sem foro privilegiado, os processos “desceram” para a primeira instância.

 

Além de crimes relacionados a operação Arca de Noé, o ex-presidente da Assembleia é réu nas ações das operações Imperador, Ventríloquo, Metástase e Sodoma. Riva tem adotado uma postura de confissão e também negocia um acordo de colaboração premiada.

 

 

 

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