Cuiabá, 25 de Maio de 2024

POLÍTICA Terça-feira, 24 de Outubro de 2017, 17:27 - A | A

24 de Outubro de 2017, 17h:27 - A | A

POLÍTICA / NA CÂMARA

Wellaton aposta em bom senso de colegas e em fim de processo de cassação

Por Lara Belizário/ Única News



(Foto: Reprodução)

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Em matéria veiculada nesta terça-feira (24), no Jornal do Meio Dia, o vereador Felipe Wellaton (PV) mostrou-se otimista e, afirmou que acredita que a cassação contra ele não segue. 

 

Isso porque o presidente da Câmara de Cuiabá, vereador Justino Malheiros (PV), tem até a próxima semana para decidir se aciona, ou não, o parlamentar na comissão de ética.

 

As polêmicas que ocasionaram a representação contra o parlamentar, começaram após o Tribunal de Justiça (TJ) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE), suspenderem a suplementação concedida a Casa, pelo prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB), no dia 31 de agosto. Sendo que a decisão do magistrado acata integralmente ação movida pelo advogado, Valfran Miguel dos Anjos e parcialmente a do vereador Felipe Wellaton (PV).

 

Diante do envolvimento do parlamentar na suspensão, uma representação contra Wellaton o acusa de suposta falta de ética no cumprimento do mandado parlamentar e, por isso, pede sua cassação. 

 

O documento entregue ao presidente da Casa ainda corre no prazo regimental, o que quer dizer que o presidente tem até a próxima sessão da Câmara, que acontece na próxima semana, para apresentar seu parecer.

 

Com a possibilidade de instauração do processo, ou não, na comissão de ética, tanto o acusado, como alguns colegas parlamentares garantem não acreditar que Justino Malheiros apresente à comissão,o requerimento para o processo de cassação.

 

"Aguardamos a decisão com muita serenidade, muita calma. Percebo que há uma tranquilidade na Câmara e muitos vereadores têm tido um tom mais ameno, porque sabem que nosso processo foi legal. Procurar a Justiça, não tem nada de ilegal. Nós vamos continuar o nosso mandado com uma fiscalização enérgica", declarou Wellaton.

 

Outros parlamentares também se mostraram desacreditados quanto a continuação do requerimento. Para eles, a representação não traz nenhum elemento substancial que possa desacreditar ou caracterizar as ações do vereador como ilegais. Sua iniciativa é vista por alguns colegas como forma de defender o interesse público.

 

Ainda na manhã desta terça, em sessão plenária, o vereador Gilberto Figueiredo (PSB), criticou a atenção direcionada à possível cassação do colega. Para ele os vereadores da Capital têm “assuntos mais relevantes” para serem debatidos no parlamento. 

 

"Não podemos perder tempo em analisar pedido de cassação de vereador, protocolado por servidor público”.

 

“Gostaria de pedir bom senso do presidente, o vereador Justino Malheiros, que se rejeite o pedido de cassação do vereador Felipe Wellaton. Nós não podemos perder tempo para analisar pedido de cassação de vereador, que nem foi protocolado por vereador dessa Casa de Leis”, declarou Figueiredo.

 

Entenda

 

O servidor da Junta Comercial de Mato Grosso (Jucemat), Valmir Molina, entrou com uma representação na Câmara de Cuiabá pedindo a cassação do mandato do vereador Felipe Wellaton (PV), por quebra de decoro, após o parlamentar acionar a Justiça para impedir o repasse de R$ 6,7 milhões do Executivo para o Legislativo.

 

Na representação, o servidor apontou que Felipe Wellaton alegou na ação judicial que a suplementação foi direcionada pelo prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) com intenção de “barrar o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o peemedebista”, após a divulgação de um vídeo em que ele aparece recebendo dinheiro supostamente proveniente de propina enquanto era deputado estadual.

 

Conforme ele, a atitude do parlamentar “atentou fortemente contra a honra subjetiva dos vereadores que não assinaram o requerimento” da CPI contra o prefeito.

 

Na denúncia, o servidor pediu abertura de processo de cassação do mandato de Felipe Wellaton, ou caso o Legislativo entenda que ele agiu de forma correta, seja instaurada uma CPI para apurar "quais foram os vereadores que se venderam" e aplicar, contra eles, as penalidades previstas em lei. (Com informações do Jornal do Meio dia)

 

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