Cuiabá, 20 de Junho de 2024

POLÍTICA Terça-feira, 11 de Junho de 2024, 07:20 - A | A

11 de Junho de 2024, 07h:20 - A | A

POLÍTICA / OPERAÇÃO RAGNATELA

Lúdio pede que partidos façam "pente-fino" para identificar filiados ligados a organizações criminosas

Única News
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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), pré-candidato a prefeito de Cuiabá, defendeu que os partidos políticos se empenhem em realizar um “pente-fino” entre seus filiados para evitar acomodar possíveis integrantes de organizações criminosas e lançá-los na política.

Ao comentar sobre a Operação Ragnatela, da Polícia Federal, que revelou um esquema de lavagem de dinheiro feito por facções criminosas, usando influenciadores, servidores públicos e inclusive possível envolvimento de um vereador por Cuiabá, Lúdio disse que cabe a cada um dos partidos o rigor na hora de filiação, pois caso isso não seja feito, pode comprometer a democracia dos próximos anos.

“Os partidos precisam ter rigor na hora de avaliar seus filiados que irão disputar nas eleições. Se há um risco do crime organizado se infiltrar nos partidos políticos, os partidos precisam tomar cuidado para não deixar isso concretizar. Seria absolutamente nocivo para a democracia do Estado de Direito. Cabe às forças de segurança cumprir o dever de enfrentamento. Em Mato Grosso, o crime organizado se alastrou pelo território, tem que existir um esforço dos três poderes para isso”, disse o deputado na semana passada.

Conforme mostrou o Única News, em 5 de junho foi deflagrada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) a Operação Ragnatela, com o objetivo de desarticular o núcleo da maior facção criminosa do estado de Mato Grosso, Comando Vermelho, que criou um esquema de lavagem de dinheiro usando casas noturnas cuiabanas.

Equipes da FICCO identificaram que criminosos participavam da gestão das casas de shows em Cuiabá. Com uso dessa estrutura, o grupo passou a realizar shows de cantores nacionalmente conhecidos, custeados pela facção criminosa em conjunto com um grupo de promoters.

Entre os alvos da investigação da PF estão o vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), dois dos seus assessores políticos e um servidor da Câmara Municipal.

Segundo as investigações, Paulo Henrique é suspeito de auxiliar a facção no esquema de lavagem de dinheiro. Ele seria o "elo" da facção com agentes públicos para aprovação de alvarás para as festas, por exemplo. O vereador rebateu as afirmações, alegando que não possui nenhum poder de influência para liberação de eventos na capital.

 

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