Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA
Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020, 10h:34

APOIO

Mendes considera Pivetta ‘fato novo’ e deve redefinir posição sobre eleição ao Senado

Euziany Teodoro
Única News

Foto: (Mayke Toscano)

A decisão do governador Mauro Mendes (DEM) sobre quem vai apoiar nas eleições suplementares ao Senado, que ocorre em 26 de abril, é fortemente aguardada no cenário político. Como maior liderança no Estado, sua posição deve definir os rumos da disputa.

Antes mesmo da cassação de Selma Arruda (Podemos) por caixa 2 e abuso de poder econômico, em dezembro, Mendes já havia dito em entrevistas que seria “coerente” apoiar, em nova disputa, o nome de Carlos Fávaro (PSD), de quem esteve ao lado em 2018. No entanto, o vice-governador Otaviano Pivetta (PDT) decidiu concorrer, o que, segundo Mendes, é um “fato novo” que pode fazê-lo mudar de opinião.

Em entrevista à Rádio Vila Real nesta sexta-feira (24), o governador afirmou que é natural mudar de posição diante de uma nova realidade. “Quando eu falava do [apoio a] Fávaro, era verdade, mas se mudarem os fatos, eu tenho o direito de rever minhas posições também. Se estou com uma decisão aqui hoje e alguém me mostra uma nova realidade, um fato novo, eu posso mudar. O fato novo é Pivetta”, disse.

Ele conta ter ficado surpreso quando Pivetta lhe disse que queria disputar a vaga no Senado, mas, como amigo, deu carta branca. “Fui surpreendido quando ele me disse que tinha vontade de disputar. Eu disse que gostaria que ele ficasse conosco no Governo, é um homem parceiro, equilibrado, honesto e dedicado. Mas se é desejo dele, como bom amigo, saberei respeitar esse desejo”.

No entanto, Mendes afirma que vai esperar o cenário ser definido totalmente para formalizar seu posicionamento, podendo, inclusive, ficar neutro, como lhe pediu Júlio Campos, forte liderança do Democratas e também pré-candidato ao Senado.

“Vamos esperar. Nesse momento tenho muita coisa para me ocupar. Vamos dar tempo ao tempo. Por enquanto, não posso dizer quem vou apoiar ou não, antes de firmar os candidatos. Quando terminar o prazo de inscrição, dois ou três dias depois, vou dar uma posição clara: se vou apoiar, se vou ficar neutro, se vou apoiar todo mundo ou apoiar ninguém”, concluiu.


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