Cuiabá, 13 de Julho de 2024

POLÍTICA Segunda-feira, 17 de Junho de 2024, 06:55 - A | A

17 de Junho de 2024, 06h:55 - A | A

POLÍTICA / A EXEMPLO DE SÃO PAULO

Wilson volta a defender instalação de câmeras em policiais: “Esse tempo chegou”

Fred Moraes
Única News



O deputado estadual Wilson Santos (PSD) voltou a defender seu Projeto de Lei 459/2024, que visa instalar nas fardas dos policiais militares de Mato Grosso. O parlamentar afirmou que a medida deve ser concretizada nos próximos meses, já que durante fiscalizações em rodovias federais os policiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), bem como na Operação Lei Seca, a força de segurança já utiliza o recurso.

Em entrevista na semana passada, Wilson disse que já presenciou algumas abordagens que, em sua visão, estavam incorretas e que com o aparelho nas fardas os militares agirão conforme rege o protocolo da instituição.

“No fundo, há por parte de alguns policias a revolta com a proposta minha de instalar câmeras de uso corporal. Mas, isso mais dia ou menos dia irá acontecer. A PM já usa câmeras aqui, por exemplo na Operação Lei Seca. Agora, vai usar nos treinamentos da corporação. É um processo que não tem volta! Nada é mais forte do que uma ideia quando chega seu tempo, e esse tempo chegou”, disse Wilson.

O deputado apresentou o primeiro projeto, que acrescentaria os dispositivos nas fardas, ainda no ano passado, mas acabou sendo engavetado pela Assembleia Legislativa, após um pedido do presidente da Comissão de Segurança, deputado estadual Elizeu Nascimento (PL). No entanto, neste ano ele acrescentou alterações no projeto e o reapresentou em plenário.

Na justificativa do PL, Wilson disse que diversos estados brasileiros o uso de câmeras corporais e de equipamentos de monitoramento dos agentes da segurança tem sido eficiente para garantir a transparência no exercício da prestação, proporcionando maior proteção aos direitos fundamentais de ambos os atores da abordagem.

O PL obriga a instalação de câmeras de vigilância no interior de viaturas, aeronaves, embarcações, fardas e/ou capacetes dos policiais militares no âmbito do Estado e determina que os equipamentos possuam “resolução suficiente, ferramenta tipo ‘zoom’ e opção de impressão, com o intuito de identificação dos infratores ou da situação ocorrida, com sensibilidade à luz compatível com a iluminação do local, a fim de permitir a identificação fisionômica de pessoas ou situações presentes no sistema monitorado”.

Também estabelece o prazo máximo de um ano após a publicação da lei para instalação deles.

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