Cuiabá, 26 de Maio de 2024

RADAR NEWS Sexta-feira, 14 de Julho de 2017, 17:39 - A | A

14 de Julho de 2017, 17h:39 - A | A

RADAR NEWS / ESQUEMA ANTIGO

Ex-presidente da OAB MT teria sido vítima de escutas clandestinas

Da Redação



(Foto: Gcom-MT)

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O advogado, José Moreno, citado no depoimento da publicitária Tatiane Sangalli, à sede da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), afirmou que o ex-secretário da Casa Civil, Paulo Taques, não fazia parte da coordenação de campanha para as eleições da presidência da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Mato Grosso (OAB-MT), na qual disputou em 2012.

 

Por meio de nota à imprensa, ele disse que o responsável era o advogado Fábio Scheneider e que Paulo Taques apenas era 'apoiador'.

 

"O advogado Paulo Taques jamais participou de nenhuma das minhas coordenações de campanhas, seja nas eleições de 2012, seja nas eleições de 2015. Não compactuo com procedimentos ilegais, repudiando veementemente a prática de uso de grampos telefônicos contra quem quer que seja", diz trecho da nota.

 

Acontece que Tatiane afirmou ao delegado que investiga o caso, Flávio Stringueta, que Taques havia ordenado esquema de escutas clandestinas ao adversário de José Moreno, no caso Maurício Aude - eleito à época. Segundo a declaração de Tatiane - que também mantinha um relacionamento com o ex-secretário, Taques já sabia dos passos do adversário antecipadamente. 

 

A publicitária revela ainda ter sido vítima de escutas clandestinas supostamente operadas a mando do ex-gestor apenas por ciúmes. Paulo Taques sempre a questionava das coisas e com pessoas com quem ela conversava, alegando que Tatiane estaria o traindo, por sua vez ele afirmava que sabia através de terceiros.

 

Esta não seria a primeira acusação de grampos clandestinos que teriam sido operados pelo ex-secretário. A delegada Alessandra Saturnino de Souza contou à Corregedoria da Polícia Civil, que Taques pediu para que os telefones de sua ex-amante, Carolina Santos, servidora da Casa Civil, e do jornalista José Marcondes Muvuca fossem grampeados.

 

Os números foram inseridos nos grampos da Operação Forti, que monitorava o sistema prisional e era coordenada pela Secretaria de Segurança Pública. Segundo a delegada, as interceptações foram feitas porque Paulo Taques relatou que haveria possíveis ameaças à vida do governador. (Com informações do Hipernotícias)

 

Segue nota na íntegra: 

 

"Em razão da notícia veiculada na mídia, venho à público, esclarecer o seguinte:

1-Na campanha à OAB/MT em 2012, na qual fui candidato à presidente, o coordenador de campanha foi o advogado Fábio Scheneider;

2-O advogado Paulo Taques jamais participou de nenhuma das minhas coordenações de campanhas, seja nas eleições de 2012, seja nas eleições de 2015;

3-Não compactuo com procedimentos ilegais, repudiando veementemente a prática de uso de grampos telefônicos contra quem quer que seja;

4-Tal expediente fere a democracia, a dignidade, a privacidade e atenta contra toda a sociedade;

5-Espero que os fatos sejam devidamente apurados e os culpados, punidos de forma exemplar."

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