Cuiabá, 25 de Maio de 2024

SAÚDE E BEM ESTAR Sábado, 08 de Julho de 2017, 09:44 - A | A

08 de Julho de 2017, 09h:44 - A | A

SAÚDE E BEM ESTAR / COLESTEROL

Pesquisadores querem criar injeção anual para combater colesterol

Especialista disse que se trata na verdade mais de um tratamento por imunoterapia do que uma vacina propriamente dita

Notícias ao Minuto



Pesquisadores querem desenvolver uma injeção anual para combater o colesterol ruim e as doenças cardíacas associadas, criando uma "vacina" para um problema que afeta metade dos adultos dos países ocidentais.

 

A eficácia da vacina foi demonstrada em ratos alterados geneticamente para terem um metabolismo parecido com o do ser humano e desenvolverem aterosclerose, a acumulação de placas que entopem as artérias devido a uma alimentação com muito teor de gorduras.

 

O sucesso da experiência foi publicado no European Heart Journal, o jornal oficial da Sociedade Europeia de Cardiologia, no qual se indica que a injeção, denominada AT04A, conseguiu reduzir em 53% a quantidade total de colesterol e em 63% os danos provocados pela aterosclerose nos vasos sanguíneos dos ratos tratados, em comparação com os que não foram injetados.

 

"A ideia subjacente ao nosso produto é estimular o sistema imunológico humano para que desenvolva uma resposta de anticorpos contra uma proteína chamada PCSK9, envolvida no desenvolvimento de um elevado LDL, o colesterol ruim", disse Gunther Staffler, diretor de tecnologia da empresa que está desenvolvendo o produto, citado pela agência de notícias Efe.

 

colesterol

 

O problema, disse o responsável, é que essa proteína é produzida pelo organismo humano e, por isso, tolerada pelo sistema imunológico, ao contrário do que acontece com os agentes patogênicos contra os quais normalmente atuam as vacinas.

 

Por isso, o que a AT04A faz, explicou Staffler, é "enganar" o sistema imunológico, dando um antigênio suficientemente parecido com a PCSK9 para que o corpo desenvolva anticorpos que ataquem tanto a proteína como essa substancia estranha.

 

Gunther Staffer explicou que se trata na verdade mais de um tratamento por imunoterapia do que uma vacina propriamente dita.

 

A empresa salienta que bastaria uma injeção por ano, o que seria uma vantagem em relação aos atuais tratamentos contra o colesterol à base de estatinas, que têm de ser tomadas diariamente.

 

A vacina, disse Staffler, em princípio não se aplicará a alguns tipos de colesterol alto de origem genética.

 

Segundo o responsável, até o final do ano terminará a fase inicial do teste, em 72 pessoas sãs, em colaboração com a Universidade de Medicina de Viena. E o medicamento pode estar no mercado entre 2023 e 2025.

 

Cerca de 2,6 milhões de pessoas morrem em cada ano devido a problemas relacionados com o alto colesterol.

 

 

 

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