Cuiabá, 22 de Fevereiro de 2020

VARIEDADES
Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020, 10h:03

CANTORA

Taylor Swift detalha sua luta contra o transtorno alimentar

Em recente entrevista à Variety, a cantora comentou sobre sua superação, assunto que foi abordado no documentário, 'Taylor Swift: Miss Americana'

Revista QUEM

(Foto: Reprodução / Instagram)

Taylor Swift admitiu que luta contra um transtorno alimentar. A cantora, de 30 anos, que tem passado por momentos difícieis já que sua mãe enfrenta novo câncer, desabafou sobre como a fama implicou na maneira como ela se via e como manchetes e comentários depreciativos na internet ocasionaram um distúrbio.

Em entrevista à Variety, a cantor detalhou o assunto, que foi abordado no recente documentário de Lana Wilson, Taylor Swift: Miss Americana. O longa estreou no Sundance Film Festival na noite desta quinta-feira (23) e será lançado na plataforma de streaming Netflix no próximo 31 de janeiro.

De acordo com a Variety, no documentário aparecem cenas nuas e cruas de comentários desagradáveis e depreciativos sobre a cantora, como "Ela é muito magra. Me incomoda". Posteriormente, ela explica como essa pressão da sociedade fez com que ela adoecesse e tivesse que lutar contra o transtorno alimentar.

 

Swift admitiu também, no documentário, que ficava aflita com imagens suas publicadas. "Eu não tenho orgulho nenhum disso. Houve momentos no passado em que via fotos minhas em que parecia que minha barriga era grande demais. Ou pessoas que diziam que eu parecia estar grávida. Isso me levou a parar de comer".

Na entrevista para a Variety, a cantora desabafou e disse que este era um tema ainda difícil de falar e que foi complexo abrir sua história no documentário.

"Eu não sabia se me sentiria confortável em falar sobre imagem corporal e sobre as coisas pelas quais passei, já que o relacionamento com a comida tem sido tão prejudicial para mim ao longo dos anos", desabafou. Para ela, no entanto, Lana Wilson, conseguiu abordar o assunto de maneira delicada e verdadeira no documentário.

"Não sou tão articulada quanto deveria sobre esse tópico, porque há muitas pessoas que poderiam falar sobre isso de uma maneira melhor. Mas tudo que sei é minha própria experiência. E meu relacionamento com a comida era exatamente a mesma psicologia que eu aplicava a todo o resto da minha vida: Se eu desse um tapinha na cabeça, eu a registrava como boa. Se eu recebi uma punição, registrava isso como ruim”.

A cantora ainda relembrou de um momento decisivo sobre o seu transtorno alimentar. "Aos 18 anos de idade, estive na capa de uma revista pela primeira vez. A manchete dizia: 'Grávida aos 18 anos?'. Tudo isso porque eu tinha usado uma roupa que fez com que a parte inferior do meu estômago não parecesse chapada. Então, acabei registrando isso como um castigo", contou.

Com a publicação da manchete, Taylor acabou se retraindo. Na entrevista, ela relembra que passou a ter dificuldades de posar para ensaios fotográficos. "Eu ficava no provador até que alguém da revista dissesse: 'Uau, é tão incrível que as nossas amostras servem em você. Geralmente temos que fazer alterações nos vestidos, mas podemos tirá-los da passare-la e colocá-los em você!'. Eu via isso como positivo, então a minha cabeça começava a dividir tudo entre elogios e punições".

 

NORMALIZAÇÃO DA MAGREZA E PADRÕES


A própria cineasta, Lana Wilson, disse à Variety que as pessoas não notam que uma pessoa está com distúrbio alimentar porque estão acostumadas a ver modelos extremamente magras nas capas de revistas. "Mesmo com as celebridades. Todo mundo acaba virando um crítico de corpo. É incessante e posso dizer, como mulher, que acontece constantemente a cobrança se você parece magro demais ou se ganhou peso. Pessoas que nem conhecem você dizem isso. Então, acho corajoso ver alguém que modelo para tantas mulheres ser realmente honesta sobre o assunto", explicou.

Lana ainda ressaltou que a velocidade da dissipação de assuntos na internet e a criação dos famosos influenciadores digitais criou um padrão quase que inalcançável para as mulheres reais.

"Estamos vendo tanta coisa nas mídias sociais que nos faz sentir que somos menos ou que não somos o que deveríamos ser, que você precisa de um mantra para repetir em sua cabeça quando começa a ter pensamentos prejudiciais ou prejudiciais".

A própria Taylor Swift acabou passando por isso na época em que seu disco, o 1989 saiu. Por conta do transtorno alimentar e de como os comentários e manchetes depreciativas a afetou, ela parou de comer. "Eu sentia que poderia desmaiar no final de um show, ou no meio dele. Agora eu percebo que não, se você come, tem energia, fica mais forte, pode fazer todos esses shows e não se sente mal”.

Atualmente, Swift diz que não se importa tanto com os comentários sobre o ganho de peso, e fez as pazes com “o fato de eu ser do tamanho 6, em vez do tamanho 0”.

 


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