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VOLTA AO MUNDO Quinta-feira, 30 de Março de 2017, 10:14 - A | A

30 de Março de 2017, 10h:14 - A | A

VOLTA AO MUNDO / CELIBATO

Mestre tibetano deixa celibato para se casar com amiga de infância

Thaye Dorje, de 33 anos, é considerado uma reencarnação de Karmapa Lama, o líder de uma das quatro principais escolas do budismo tibetano.

Por France Presse



 

 

(Foto: Karmapa.org)

Thaye Dorje, de 33 anos, afirmava ser uma reencarnação do Karmapa Lama.

Um importante mestre tibetano que diz ser um dos líderes espirituais deste ramo do budismo abandonou o celibato para se casar com uma amiga de infância, informou nesta quinta-feira (30) seu gabinete.

Thaye Dorje, de 33 anos, é considerado uma reencarnação de Karmapa Lama, o líder de uma das quatro principais escolas do budismo tibetano.

Mas muitos seguidores da escola de budismo Karma Kagyu consideram como líder outro monge, Urgyen Trinley, que tem o apoio do Dalai Lama.

Esta polêmica, que há muito tempo divide os budistas tibetanos, pode ter sido resolvida com o anúncio de que Thaye Dorje se casou no 25 de março em Nova Déli, na Índia, em uma cerimônia privada.

 

(Foto: Karmapa.org)

KARMAPA

Thaye Dorje se casou no 25 de março em Nova Déli, em uma cerimônia privada.

"Tenho um sentimento muito forte, muito profundo dentro do meu coração, de que a minha decisão de me casar terá um impacto não apenas para mim, mas também para a linhagem", disse Thaye Dorje no comunicado.

"Algo bonito, algo que será benéfico para todos nós emergirá", disse.

O gabinete do monge indicou que Thaye Dore seguirá oferecendo ensino e concedendo bênçãos aos seus seguidores. Sua nova esposa, Rinchen Yangzom, de 36 anos, nasceu no Butão e foi criada na Índia e na Europa.

Segundo a tradição tibetana, os monges identificam as crianças pequenas como a reencarnação de um líder já falecido.

 

Thaye Dorje nasceu no Tibete e seu pai era um lama importante, e sua mãe provém de um ramo da nobreza tibetana.

Em 2012, disse à AFP que a disputa pelo título de Karmapa era "uma prova do valor de cada um, em termos de sua devoção".

Mas o título de Karmapa Lama não é o único que está em disputa. Em 1995, o governo da China, que promove o ateísmo, elegeu uma criança para ser o Panchen Lama, um título que o Dalai Lama já havia atribuído a outro jovem.

Quando Gedhun Choekyi Nyima foi identificado pelo Dalai Lama como a reencarnação do Panchen Lama, a segunda figura de maior importância para os tibetanos, as autoridades chinesas o colocaram sob sua custódia.

O décimo Panchen Lama morreu em 1989 depois de manter uma relação tumultuada com os líderes comunistas chineses, que o elogiaram por um tempo, antes de detê-lo.

A questão da nomeação dos lamas tibetanos ganha maior relevância à medida que o Dalai Lama envelhece e abre a possibilidade de que Pequim tente designar seu próprio sucessor.

 

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