Cuiabá, 18 de Julho de 2024

VOLTA AO MUNDO Terça-feira, 22 de Outubro de 2019, 09:54 - A | A

22 de Outubro de 2019, 09h:54 - A | A

VOLTA AO MUNDO / APÓS CRISE INTERNA

PSL faz reunião em Brasília para eleger o conselho de ética do partido

Conselho deve analisar processos de deputados suspensos das atividades partidárias. PSL vive crise interna que opõe ala ligada ao presidente Jair Bolsonaro e ala ligada ao presidente da sigla.

Por G1
Brasília



Integrantes do PSL chegaram na manhã desta terça-feira (22) para uma reunião, em Brasília, do diretório nacional do partido. O encontro foi marcado para eleger o conselho de ética da sigla, que analisará processos de deputados suspensos das atividades partidárias.

Os parlamentares que sofreram suspensão são todos da ala aliada ao presidente Jair Bolsonaro:

 

  • Alê Silva (MG)

 

  • Bibo Nunes (RS)

 

  • Carlos Jordy (RJ)

 

  • Carla Zambelli (SP)

 

  • Filipe Barros (PR)

 

Os cinco assinaram a lista apresentada pelo deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO) na última quarta-feira (16), para destituir Delegado Waldir e fazer do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro, o novo líder da bancada.

O PSL vive uma crise interna, que se acirrou há duas semanas, quando Jair Bolsonaro fez críticas ao partido e ao presidente da legenda, o deputado Luciano Bivar (PE). A crise gerou um racha entre a ala bolsonarista e a ala bivarista.

Um dos reflexos da disputa partidária é a definição do líder do PSL na Câmara. Desde esta segunda, Eduardo é o novo líder.

Delegado Waldir (PSL-GO), um dos pivôs da crise, afirmou na chegada ao local da reunião que a ala ligada a Bivar foi surpreendida, nesta segunda, com a apresentação de uma lista de bolsonaristas na Câmara que levou Eduardo Bolsonaro ao posto de líder. De acordo com Waldir, havia a tentativa de um "armistício" para não serem mais apresentadas listas de troca de líder.

"Tentamos o armistício ontem [segunda]. Há bastante tempo que temos tentado o diálogo, mas ele não surte efeito. Ontem eu tive pessoalmente, pelo zap, eu converso com o ministro [Luiz Eduardo] Ramos [ da Secretaria de Governo]. Depois o presidente Bivar teve uma conversa com o ministro Ramos. Ele pediu essa paz, disse que iria trabalhar essa paz. E nós nos surpreendemos, eu pessoalmente me surpreendi quando foi protocolado uma nova lista. É sinal que o grupo que está sob o comando de Eduardo Bolsonaro não quer trégua. Não quer diálogo", afirmou Waldir.

O senador Major Olímpio (PSL-SP) também endossou o discurso por mudanças nas estruturas de comando do partido nos estados. Falando especificamente do diretório em São Paulo, disse que o partido pode encontrar problemas para formar chapas para as eleições municipais do próximo ano.

"O que eles não destruíram até agora, vão destruir. O partido tem mais de uma centena de executivas municipais que foram arrancadas no rancor, no ódio, sem fazer uma avaliação mínima. O partido está uma terra arrasada. Vou defender que se resolva a questão logo, sob pena de não se viabilizar candidaturas para 2020. Isso é muito sério", afirmou.

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