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CIDADES Sábado, 23 de Dezembro de 2017, 17:30 - A | A

23 de Dezembro de 2017, 17h:30 - A | A

CIDADES / FLORESTA

MT fica em segundo lugar em focos números de incêndio no país

Da Redação



Reprodução Internet

queimadas

 

Mato Grosso segue na lista dos Estados que mais destroem mata nativa no País. O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou 43.987 focos de incêndio em todo o Estado de janeiro à segunda semana dezembro deste ano, quantidade que o coloca na segunda posição no ranking, atrás apenas do Pará, Estado com que, ao longo dos muitos anos, Mato Grosso alterna na liderança de ocorrências.

 

O número de casos registrados em Mato Grosso continua alto mesmo com a redução no número de municípios dentre os mais desmatadores. Apenas Colniza (1.065 km de Cuiabá), na sexta posição, para lista do Inpe. Até 2016, a quantidade de representantes ficava acima de três municípios.

 

Outra grave constatação é de que o período proibitivo de queimadas – historicamente delimitado entre julho e setembro – tem tido pouco efeito na redução de focos de incêndio. Neste período o Inpe identificou 31.599 focos no estado, a maior parte em Colniza, palco da chacina de nove trabalhadores rurais em abril e da morte do prefeito Esvandir Antonio Mendes (PSB) na sexta-feira.

 

No Brasil, no ano de 2017 termina com um número recorde de queimadas desde 1999, quando teve início a série histórica do Inpe. A análise dos locais onde os incêndios ocorreram mostra que o fogo aumentou em áreas de floresta natural, avançando em pontos onde antes não havia registro de chamas, e atingindo unidades de conservação e terras indígenas. Entre todos os biomas, o Cerrado foi o que teve mais unidades de conservação atingidas, contabilizando 75% de toda a destruição nas áreas protegidas.

 

Até agora, foram registrados cerca de 272 mil focos de fogo, 46% a mais do que em 2016 e acima do recorde anterior, de 2004, quando foram detectados 270 mil pontos de calor. Incêndios criminosos destruíram 986 mil hectares de unidades de conservação, o que corresponde a quase oito vezes a área da cidade do Rio.

 

O número ficou próximo do registrado no ano passado, quando foram destruídos cerca de 1 milhão de hectares. Nas terras indígenas, os focos aumentaram 70% e ultrapassaram sete mil.

 

O Pará, líder no ranking, teve no período 64.983 ocorrências de focos de incêndio.

 

Embora o Cerrado tenha tido, proporcionalmente, mais unidades de conservação atingidas, a Amazônia concentrou mais da metade dos focos de queimadas em 2017, segundo dados do ICMBio. (Com informações de O Globo)

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