Cuiabá, 13 de Julho de 2024

JUDICIÁRIO Terça-feira, 11 de Junho de 2024, 19:40 - A | A

11 de Junho de 2024, 19h:40 - A | A

JUDICIÁRIO / EM CUIABÁ

Autor de latrocínio de investigador aposentado é condenado a 41 anos de prisão

Policial civil foi morto em fevereiro do ano passado pelo próprio genro, na zona rural da capital.

Ari Miranda
Única News



Hernandes Lima de Siqueira (27), autor do latrocínio do investigador de Polícia Civil aposentado Derli José Alves (56), morto no ano passado em Cuiabá, foi condenado a 41 anos de prisão pelos crimes de roubo seguido de morte, homicídio tentado qualificado, ocultação de cadáver, porte ilegal de arma de fogo e apropriação indébita.

A sessão do tribunal do júri foi realizada nesta segunda-feira (10), no Fórum de Cuiabá. A condenação do assassino soma penas impostas pelos crimes praticados contra o policial e sua esposa, vítima de tentativa de homicídio.

 

O CRIME

Derli José Alves, que era sogro do criminoso, foi morto em fevereiro do ano passado. A pistola, que pertencia ao investigador aposentado foi usada no crime e tinha sido furtada meses antes pelo genro do policial. Já um revólver de calibre 38, que também era do policial, foi usado por Hernandes na tentativa de homicídio contra sua sogra.

O policial desapareceu no dia 21 de fevereiro, após ser raptado na propriedade onde morava com a esposa, no Parque Itaguaí, localizado na Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), zona rural da capital.

A Polícia Civil foi acionada, inicialmente, para atendimento a uma cocorrência de furto da caminhonete Toyota Hilux, que pertence ao policial. Na ocorrência, a esposa de Derli foi atingida por disparos de arma de fogo, socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC).

Antes de ser socorrida, a mulher do investigador enviou áudios via WhatsApp para familiares contando que no dia do crime, ela foi até um barracão existente na propriedade e viu Hernandes lavando as mãos sujas de sangue. Ao questionar o rapaz sobre o que teria acontecido, ele atirou várias vezes contra ela.

Os tiros a atingiram na cabeça, entretanto, a mulher apenas desmaiou. Quando recobrou a consciência, o suspeito já havia fugido da chácara, levando a caminhonete da família, o marido dela e seus pertences.

Reprodução/TVCA

HERNANDES.jpg

Hernandes Lima confessou o crime.

A PRISÃO

Hernandes foi preso em flagrante depois de se apresentar na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Cuiabá dois dias após o desaparecimento do policial e indicou o local onde havia deixado o corpo da vítima.

O corpo de Derli foi localizado próximo à região do rodoanel, perto do Distrito do Sucuri. Também foram localizadas as armas utilizadas no homicídio da vítima.

Em interrogatório, o autor do crime declarou que foi ao sítio do sogro junto com um comparsa para ‘brigar’ com o sogro devido a problemas anteriores e levou a pistola. Ele alegou que a arma pertencia à vítima, porém, teria sido extraviada meses atrás, em um acidente de carro. Na ocasião, o indiciado foi ao local do acidente e se apropriou do armamento.

Quando o criminoso chegou ao sítio, começou a discutir com a vítima, que teria sacado o revólver contra o genro. Nesse momento, o comparsa de Hernandes teria feito disparos contra a vítima usando a pistola.

O genro do policial alegou ainda que, após os disparos, ficou no sítio e o comparsa foi embora. Em seguida, a esposa de Derli foi até o barracão e acabou sendo atingida pelo indiciado. Na sequência, ele pôs o corpo do investigador na carroceria da caminhonete e seguiu sentido ao rodoanel de Cuiabá para ocultar o corpo. Depois, ele disse ter abandonado a caminhonete no bairro Osmar Cabral.

A DHPP fe diligências em um conjunto de quitinetes no bairro Parque Cuiabá, a fim de localizar o comparsa de Hernandes. No local, os policiais obtiveram informações de que o imóvel era, na verdade, ocupado pelos dois investigados, o genro do policial e o comparsa.

A investigação comprovou que houve o crime de latrocínio, uma vez que, após a execução da vítima e ocultação do corpo, a camionete foi deixada em um local de fácil localização e foi ‘esfriada’, a fim de ser vendida posteriormente.

As diligências para localização do corpo do policial contaram com apoio de equipes da Derf Cuiabá e Gerência de Polinter e Capturas.

Derli José se aposentou da Polícia Civil de Mato Grosso em junho de 2010. A última lotação dele foi na antiga Delegacia do Carumbé, no bairro Planalto.

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