Cuiabá, 23 de Julho de 2024

JUDICIÁRIO Quarta-feira, 29 de Maio de 2024, 12:10 - A | A

29 de Maio de 2024, 12h:10 - A | A

JUDICIÁRIO / ESPANCAVA A MÃE DELA

Mulher que pagou vizinho para matar padrasto violento é condenada a 5 anos de prisão

Crime aconteceu em 2013. Mulher pagou R$ 5 mil para vizinho matar o padrasto, após se indignar com a agressividade da vítima à sua mãe e irmãos.

Ari Miranda
Única News



Em julgamento ocorrido na última segunda-feira (27), em Cuiabá, Osmari dos Reis Amariello foi condenada pelo Tribunal do Júri a cinco anos de prisão em regime semiaberto, após ser apontada como mandante da morte de seu padrasto, Joaquim dos Santos Sabino. O homicídio aconteceu em 2013 e teria sido foi motivado pelo comportamento violento da vítima com a família, incluindo agressões à mãe e aos irmãos da acusada.

A sessão que julgou o caso foi conduzida pela juíza Mônica Perri, da 1ª Vara Criminal da Capital. O Conselho de Sentença decidiu pela condenação de Osmari, considerando as circunstâncias atenuantes e a motivação do crime.

Joaquim Sabino foi morto a tiros na manhã de 23 de julho de 2013, em sua residência. Segundo a investigação, o homem agredia frequentemente a esposa, de iniciais M.I.C.A., e os enteados.

Irritada com a situação vivida pela mãe e os irmãos, Osmari então decidiu contratar um vizinho para matar seu padrasto, oferecendo-lhe R$ 5 mil pelo crime. O executor aceitou a proposta, no entanto pediu a ela que providenciasse uma arma de fogo para que ele cometesse o crime.

Osmari então conversou com uma amiga, que lhe indicou um adolescente, que poderia alugar uma arma para ela por R$ 300, fazendo o contato posteriormente com o menor de idade e fechando o "aluguel".

A arma então foi entregue ao executor, que entrou sorrateiramente na casa de Joaquim e efetuou os disparos, provocando a morte instantânea da vítima. Após um longo processo e quase 9 anos de espera pelo julgamento, o Tribunal do Júri de Cuiabá condenou Osmari Amariello a cinco anos de prisão em regime semiaberto.

A decisão da juíza Monica Perri levou em conta a longa espera por justiça e as circunstâncias que envolveram o crime.

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