Cuiabá, 21 de Junho de 2024

PARANÁ Sexta-feira, 10 de Maio de 2024, 16:05 - A | A

10 de Maio de 2024, 16h:05 - A | A

PARANÁ / TRÊS FORAM INDICIADOS

Perícia aponta "gambiarra" na obra de mercado em que teto desabou em Pontal do Paraná

O acidente aconteceu na noite de 22 de março. Na ocasião, três pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas.

Francielly Azevedo / Djalma Malaquias
Terra



A obra do mercado em que o teto desabou em Pontal do Paraná, no litoral do estado, foi executada de forma errada e com "gambiarra". A informação foi repassada por peritos da Polícia Científica do Paraná (PCP), na manhã desta quarta-feira (8), durante coletiva de imprensa em Curitiba.

O acidente aconteceu na noite de 22 de março. Na ocasião, três pessoas morreram e outras 12 ficaram feridas.

Conforme o perito Luis Noboru Marukawa, o laudo pericial - com mais 200 páginas - apontou erros na execução da montagem das peças estruturais na torre da edificação.

"Nós encontramos diversos erros, que estão constantes no laudo pericial que tem mais de 200 páginas. Dentre eles eu posso citar falta de grauteamento; falta de peças estruturais entre vigas e pilares; há gambiarra onde foi colocado madeira para preencher um espaço vazio entre pilar e viga; também temos a questão do cobrimento da laje, chama-se capeamento, com uma especificação menor do que o projeto que era para ser de 10 centímetros e nós apuramos que ela variava de 6 a 8 centímetros", disse.

Segundo o perito, isso fez com que a laje não aguentasse o peso das seis caixas d'água com capacidade 15 mil litros cada.

"Pela falta da espessura do capeamento, pela falta da armadura sobre a viga, fragilizou aquela laje, que infelizmente não suportou portanto a carga. Não que o projeto estivesse errado, a execução não foi adequada", ressaltou.

Marukawa ainda pontuou que o grande volume de água pode ter evitado que a tragédia fosse ainda maior.

"Na hora que a laje desabou as caixas tombaram, atingiram a viga, deixaram as suas marcas de sulcagem, e a água proveniente desta queda provavelmente salvou vidas, porque quando a água cai daquela torre em grande volume nós temos a energia potencial. A água desce, adquire velocidade e, quando atinge o solo, empurra as pessoas que estavam próximas", finalizou.

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