Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍCIA Terça-feira, 05 de Março de 2024, 16:19 - A | A

05 de Março de 2024, 16h:19 - A | A

POLÍCIA / OPERAÇÃO “DOCE AMARGO”

Assessor de juiz, funcionária da AL e estudante de medicina são presos por tráfico

Segundo delegado responsável, maioria dos presos são pessoas de classe média alta.

Da Redação
Única News



Rodrigo Figueiredo, assessor de gabinete de um juiz de Cuiabá; Maria Eduarda Aquino da Costa Marques, assessoria parlamentar da Assembleia Legislativa (ALMT); e um estudante de Medicina (nome não divulgado), estão entre os presos da Operação “Doce Amargo”, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta terça-feira (5), em parceria com a Polícia Civil do Paraná. A ação teve como alvo uma quadrilha especializada no tráfico de drogas sintéticas, na região metropolitana da capital.

Conforme o delegado Wilson Cibulski Júnior, da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), os principais presos na operação são jovens de classe média alta. Isso porque as drogas comercializadas pelo bando (ecstasy, MDMA, LSD e skank) atraem um público com maior poder aquisitivo.

"Essa modalidade de droga sintética tem um público diferenciado, tanto na venda, como na compra", explicou o delegado em coletiva de imprensa.

O delegado explicou ainda que, devido ao valor, o bando optava pelo rateio da droga, comprando uma grande quantia e fracionando para traficantes menores. Estes, por sua vez, distribuíam as “balas”, “rodas” e “doces” - como são apelidados os entorpecentes, que eram vendidos em festas e até mesmo entregues na modalidade “delivery”.

As investigações da DRE concluíram ainda que parte dos traficantes presos atuam em organizações criminosas.

A OPERAÇÃO

Durante os trabalhos da operação, 151 ordens judiciais foram cumpridas, sendo 43 mandados de prisões preventivas, 54 mandados de busca e apreensão e 54 ordens de bloqueio de contas, em Cuiabá e nas cidades de Santo Antônio de Leverger, Campo Novo do Parecis, Castanheira (a 30, 401 e 566 quilômetros de Cuiabá, respectivamente) e Foz do Iguaçu, região oeste do Paraná.

Segundo as investigações da DRE, foram identificados traficantes envolvidos com o comércio de drogas sintéticas, como ecstasy, MDMA e LSD, além de outras substâncias, como o skank, droga também conhecida como “supermaconha”, que eram comercializadas entre usuários de maior poder aquisitivo, em bairros nobres da Capital, além de baladas da grande Cuiabá.

O grupo de forma associada, dividindo tarefas e sendo fornecedores diretos a outros contatos, também somando valores para compra de maiores quantidades de drogas com qualidade mais refinada.

Outra parte dos investigados se associava ao grupo comprando drogas para fornecimento a terceiros, captando usuários e intermediando uma espécie de rateio para ampliação das vendas ilícitas. Destacou-se ainda na investigação a participação de alguns investigados vinculados a uma facção criminosa que atua no Estado de Mato Grosso, mediante o pagamento de espécie de taxa para execução das atividades ilícitas.

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