Cuiabá, 21 de Julho de 2024

PARANÁ Terça-feira, 05 de Março de 2024, 10:22 - A | A

05 de Março de 2024, 10h:22 - A | A

PARANÁ / “DOCE AMARGO”

Polícia Civil mira traficantes de drogas sintéticas em MT e no oeste do Paraná

151 ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá e outras quatro cidades

Ari Miranda
Única News



A Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), deflagrou na manhã desta terça-feira (5), a terceira fase da Operação “Doce Amargo”, contra traficantes de drogas sintéticas que atuam na região metropolitana de Cuiabá, com ramificações no interior do Estado do Paraná.

Com base nas investigações, 151 ordens judiciais, sendo 43 mandados de prisão preventiva, 54 mandados de busca e apreensão e outras 54 ordens de bloqueio de contas foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e cumpridas em diversos bairros da capital mato-grossense, além das cidades de Santo Antônio de Leverger, Campo Novo do Parecis, Castanheira (a 30, 401 e 566 quilômetros de Cuiabá, respectivamente) e Foz do Iguaçu, no oeste paranaense.

Conforme a Polícia Civil, a operação faz parte dos trabalhos da Operação Erga Omnes, deflagrada dentro do planejamento da Polícia Civil de Mato Grosso para combate à atuação de facções criminosas no estado.

As buscas e apreensões foram cumpridas em condomínios e residências de Cuiabá. 51 equipes da Polícia Civil, com um total de 230 policiais de várias unidades da Diretoria de Atividades Especiais e Diretoria Metropolitana, além de delegacias do interior do Estado e policiais civis do Estado do Paraná participaram da ação.

A INVESTIGAÇÃO

No curso das investigações conduzidas pela DRE de Cuiabá, foram identificados traficantes envolvidos com o comércio de drogas sintéticas, como ecstasy, MDMA, LSD, popularmente conhecidas como “bala”, “roda” ou “doce”, além de outros entorpecentes como o skank, também conhecido como “supermaconha”. Conforme a Polícia Civil de MT, as drogas que eram comercializadas entre usuários de maior poder aquisitivo de Cuiabá e em bairros considerados nobres, além de festas e baladas.

As investigações apontaram que a quadrilha agia de forma associada, dividindo tarefas e sendo fornecedores diretos a outros contatos, também somando valores para compra de maiores quantidades de drogas com qualidade mais refinada. Enquanto isso, outra parte do bando cuidava da compra de drogas para fornecimento a terceiros, além de captar usuários e intermediar uma espécie de rateio, para ampliação das vendas ilícitas.

Foi descoberto ainda durante os trabalhos a participação de pessoas vinculadas a uma facção criminosa em atividade no Estado de Mato Grosso, mediante o pagamento de uma espécie de “imposto” para que a quadrilha em questão pudesse traficar dentro do estado e realizar “tranquilamente” suas atividades ilícitas dentro do estado.

“DOCE AMARGO”

O nome da operação faz uma junção de palavras, como “doce”, referência à forma como drogas sintéticas são denominadas pelos usuários; e “amargo”, em referência ao dissabor experimentado pelos investigados diante da repressão do Estado.

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