Cuiabá, 20 de Outubro de 2020

POLÍCIA
Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020, 17h:12

ALVO DA OPERAÇÃO MANTUS

Desembargador livra genro de Arcanjo da tornozeleira eletrônica

Elloise Guedes
Única News

(Foto: Chico Ferreira/ Gazeta Digital)

O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), determinou a retirada da tornozeleira eletrônica instalada em Giovanni Zem Rodrigues, genro do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro. Giovanni é um dos alvos da Operação Mantus, que investiga organização criminosa que praticava o jogo do bicho no Estado.

A decisão é do começo desta semana. De acordo com o processo, que está sendo julgando na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Zem chefiava organização criminosa denominada Colibri, juntamente com Arcanjo. Ele responde por organização criminosa, contravenção penal do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro.

O advogado de Giovanni, Ulisses Rabaneda, ingressou no TJ um pedido de extensão dos benefícios concedidos ao também acusado Mariano Oliveira da Silva, que se livrou do monitoramento eletrônico.

Rui Ramos, que é relator do caso, atendeu o pedido da defesa. “Assim, concedo a extensão requerida em favor de Giovanni Zem Rodrigues, apenas e somente para retirar a medida cautelar diversa de monitoração eletrônica, mantendo-se as demais medidas cautelares impostas”, diz trecho da decisão.

Em maio deste ano, a Segunda Câmara Criminal do TJMT proveu habeas corpus em nome de João Arcanjo Ribeiro, determinando trancamento de ação penal proveniente da Operação Mantus. A defesa do ex-bicheiro argumentou que não existiam elementos nos autos que pudessem gerar ação penal.

Operação Mantus

Foram presos na operação, realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO): Mariano Oliveira da Silva, João Arcanjo Ribeiro, Agnaldo Gomes de Azevedo, Giovanni Zem Rodrigues, Noroel Breu da Costa Filho, Adelmar Ferreira Lopes, Sebastião Francisco da Silva, Marcelo Gomes Honorato, Paulo Cesar Martins, Breno Cesar Martins, Bruno Cesar Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas Valcenir Nunes Inerio.

Eles são acusados de atuar no jogo do bicho em Mato Grosso e em outros estados. Para manter os pontos de apostas, adotavam medidas violentas contra os concorrentes que ameaçavam seu território.

Na Operação Mantus, também foi preso o empresário Frederico Muller Coutinho, dono da Ello FMC, que atuava no mesmo ramo de jogos de azar e lavagem de dinheiro, conforme denúncia. Os funcionários da Ello também foram detidos.

O grupo denominado Colibri era liderado por Arcanjo e o seu genro, Giovanni Zen Rodrigues, também preso na operação. A organização era formada por 11 membros. Todos os envolvidos eram de extrema confiança dos líderes.


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