Cuiabá, 19 de Maio de 2024

POLÍTICA Quinta-feira, 03 de Agosto de 2017, 16:02 - A | A

03 de Agosto de 2017, 16h:02 - A | A

POLÍTICA / DESVIO DE R$ 60 MI

Ex-secretário de Riva na AL nega envolvimento em esquema

Wellyngton Souza / Única News



(Foto: Reprodução)

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O ex-secretário de Administração, Patrimônio e Informática da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Djalma Ermenegildo, voltou a negar envolvimento no esquema que deflagrou a operação Imperador no desvio de R$ 60 milhões dos cofres públicos.

 

À juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, o ex-gestor da pasta afirmou que realmente assinava notas para compra de materiais de escritório na sede do gabinete.

 

Porém, conforme declaração do ex-secretário na tarde desta quinta (3), Djalma relatou que agia apenas de 'boa fé' e não tinha conhecimento do que realmente não se tratava as notas fiscais.

 

Djalma alegou ainda que as notas eram encaminhadas para ele por meio de uma secretária, que à época, era sob responsabilidade do servidor Ademar Adams - também réu na ação.

 

"Eu não sabia do destino das compras. Agia de boa fé. Somente quando fui nomeado secretário que passei a se preocupar se as notas eram verdadeiras ou não. Sobre acusação de que eu também destruí documentos, é mentira".

 

O ex-secretário ficou preso dois meses após deflagração da operação por determinação da juíza Selma Arruda com base nas investigações do Ministério Público (MP).  Atualmente Djalma trabalha na secção do Fundo de Apoio Parlamentar (FAP) da Casa de Leis.

 

De acordo com as investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), Djalma é suspeito de participar de um esquema que teria recursos da AL entre os anos de 2005 e 2009. Na ação são réus, ex-presidente da Assembleia, José Geraldo Riva (PSD-MT), a esposa dele Janete Riva, servidores e empresários.

 

De acordo com a denúncia, o grupo era liderado por Riva, que ocupava cargo de primeiro-secretário da ALMT, e o esquema consistia em falsas aquisições envolvendo cinco empresas do ramo de papelaria, todas de “fachada”. A ação revela que em um ano, as empresas teriam vendido mais de 30 mil toners para a ALMT, que na época tinha somente 150 impressoras.

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