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VOLTA AO MUNDO Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019, 11:06 - A | A

17 de Outubro de 2019, 11h:06 - A | A

VOLTA AO MUNDO / NOVA VOTAÇÃO

Presidente da Catalunha sugere novo referendo sobre independência da região

Condenação a penas de 9 a 13 anos de prisão para os líderes da declaração fracassada de independência de 2017 provocou onda de protestos na região.

Por G1



O presidente regional da Catalunha, Quim Torra, sugeriu nesta quinta-feira (17) uma nova votação sobre a independência da sua região ainda durante seu mandato. A declaração foi uma resposta à condenação a penas de prisão para os líderes da declaração fracassada de independência de 2017.

"Teremos que voltar a colocar as urnas para [defender a] autodeterminação", declarou Torra.

Ele se propõe a encerrar a legislatura, que expira no início de 2022, "validando a independência" e "reexercitando o direito à autodeterminação", ou seja, realizando um novo referendo, de acordo com o jornal espanhol “El Mundo”.

"Todos conhecemos as dificuldades impostas pela repressão e pelo medo. Mas devemos seguir em frente e não ser intimidados por ameaças e proibições", afirmou.

Durante o seu discurso, Torra não condenou a violência durante os protestos em que os manifestantes colocaram fogo em carros e lançaram coquetéis molotov na polícia, de acordo com a France Presse.

Torra fez um apelo para "isolar e separar os provocadores e agitadores dos manifestantes separatistas", mas também pediu para que sejam investigadas as ações da polícia subordinada a seu próprio governo por supostos excessos.

Nesta quinta, a Catalunha amanheceu com estradas e ferrovias bloqueadas por barricadas ou marchas de manifestantes pró-independência neste 4º dia de mobilização contra a decisão da Suprema Corte da Espanha. As caminhadas começaram na quarta-feira (16) e irão se encontrar na sexta-feira (18) para uma grande manifestação em Barcelona.

Na quarta-feira, terceiro dia dos protestos, 96 pessoas receberam atendimento médico em quatro cidades da região, 58 delas em Barcelona, de acordo com fontes médicas.

 

Penas de prisão e início dos protestos

 

Na segunda (14), a Suprema Corte da Espanha condenou nove líderes da tentativa frustrada de independência da Catalunha a penas de prisão que vão de 9 a 13 anos por sedição (uma forma mais branda de rebelião contra autoridade). Outros três réus foram absolvidos da acusação de malversação de dinheiro público e não foram condenados à prisão.

O principal ausente nesse julgamento é o ex-presidente catalão Carles Puigdemont, que mora na Bélgica para fugir da justiça espanhola após a fracassada declaração de independência da Catalunha. Em caso de crimes graves, a Justiça espanhola não julga à revelia.

Porém, em outra decisão, o juiz Pablo Llarena emitiu um novo mandado de prisão internacional contra Puigdemont "por crimes de sedição e desvio de recursos públicos".

A sentença contra os separatistas voltou a colocar a questão da Catalunha no centro do debate político, a menos de um mês de novas eleições nacionais legislativas, em 10 de novembro.

Logo após o veredito, lideranças do movimento pró-independência da Catalunha convocaram manifestantes e foram prontamente atendidas. Confrontos com policiais deixaram 131 feridos. A maior parte deles, 115, estavam no aeroporto El Prat, onde um manifestante perdeu o olho e um outro, parte dos testículos.

Na terça-feira, os protestos continuaram principalmente nas cidades de Barcelona, Tarragona, Lleida e Girona. O Ministério do Interior informou que 51 pessoas tinham sido detidas até a madrugada de quarta-feira. Além disso, 54 policiais regionais e 18 policiais nacionais ficaram feridos.

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