Cuiabá, 16 de Junho de 2024

AGRONEGÓCIO Sexta-feira, 09 de Fevereiro de 2024, 07:12 - A | A

09 de Fevereiro de 2024, 07h:12 - A | A

AGRONEGÓCIO / MEDIDA POLÊMICA

Fávaro defende volta de estoques reguladores de grãos para minimizar impactos

Medida é vista como maus olhos por membros do agronegócio e vista como “intervenção” do governo no mercado e na política de preços.

Ari Miranda
Única News



(Foto: Reprodução/RuralNews)

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O ministro Carlos Fávaro, durante coletiva de imprensa no Show Rural Coopavel, em Cascavel (PR).

Em coletiva de imprensa com jornalistas nesta quarta-feira (07) durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel, no Paraná, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, disse ser favorável à volta da política de estoques reguladores de grãos, em andamento na Conab e no Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

Apesar da reação negativa de lideranças do agronegócio, contrárias à volta dos estoques reguladores de grãos, o ministro afirmou considerar importante haver estoques, como o do milho, para controlar os preços aos produtores quando os custos de produção estiverem muito elevados, contribuindo assim para que o setor não sofra com a alta de preços e, consequentemente, eleve o custo de produção.

“Ao recebermos o governo, em janeiro do ano passado, diante de uma seca sem precedentes por três anos consecutivos no Rio Grande do Sul, nós não tínhamos nenhum quilo de estoque público de milho para atender a demanda dos produtores gaúchos, para dar alimento às suas criações. (...) Tivemos relatos dramáticos de produtores que soltaram suas vacas leiteiras para comerem o capim na beira da estrada”, disse o ministro.

“É papel do estado fazer garantir essa estabilidade [na produção agrícola]. Não é fazer grandes estoques, mas por exemplo, comprar milho no momento em que está abaixo do preço mínimo (...), garantindo que ele [o produtor rural] não tenha prejuízo”, completou.

Conforme Fávaro, a medida não seria intervenção do no mercado, mas apoio no controle de preços e de abastecimento da agroindústria e de pecuaristas, além do mercado consumidor do varejo.

"A realidade de hoje é diferente da do passado. O momento é de garantir estabilidade aos produtores de grãos e de proteína animal", pontuou.

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