Cuiabá, 08 de Agosto de 2020

CIDADES
Sexta-feira, 10 de Julho de 2020, 14h:52

COMBATE AO CORONAVÍRUS

Diretor de Vigilância em Saúde explica porque barreiras sanitárias não utilizam testes rápidos

(Foto: Luiz Alves)

A implantação de barreiras sanitárias nas rodovias que dão acesso à Cuiabá gerou uma série de dúvidas entre a população. E uma dela é sobre a aplicação de testes rápidos para Covid-19 nos viajantes. O diretor de Vigilância em Saúde de Cuiabá, Benedito Oscar Campos, explica que esse tipo de exame não é preconizado na barreira sanitária porque o teste rápido não tem eficácia em todos os casos.

“Não é preconizado o teste rápido na barreira e sim o que a gente está fazendo aqui: detectando possíveis suspeitos e verificando os sintomas que ele já estão sentindo e o tempo que eles estão com esses sintomas. Com essas informações, eles são encaminhados a unidade de saúde mais próxima, onde eles vão ter já a informação”, afirma.

Conforme o diretor da Vigilância em Saúde, no caso da pessoa estar sentindo sintomas de três a cinco dias, o teste indicado é o RT-PCR, que utiliza técnicas de biologia molecular para detectar o SARS-CoV-2 ainda em atuação no organismo. Este tipo de exame é considerado “padrão ouro” para diagnóstico por seu alto grau de precisão. Para o resultado ficar pronto, é preciso aguardar o exame laboratorial, logo, não teria eficácia na barreira sanitária.

O teste rápido, como é popularmente chamado o exame de sorologia, é indicado quando o paciente afirma estar há cerca de uma semana com os sintomas da Covid-19. Ele é capaz de detectar os níveis de anticorpos IgM e IgG ou IgA e IgG no sangue, ou seja, o resultado do teste serve para saber se a pessoa já teve contato com o vírus e se o sistema imunológico produziu anticorpos contra a doença.

Em todo caso, Benedito Oscar Campos afirma que a escolha pelo melhor método é atribuição dos médicos. “Essa questão seria já no encaminhamento posterior à barreira sanitária, em que as unidades podem detectar esse período através das informações iniciais e, aí sim, fazer o melhor teste, o mais indicado para o momento que a pessoa atravessa”, informa.

O diretor da Vigilância em Saúde reforça que o exame, seja qual for, “não tem uma efetividade boa se não for detectado no momento correto, ou seja, naquele momento em que o vírus está fazendo uma maior virulência no organismo da pessoa”. Dessa forma é preciso considerar a janela imunológica do paciente para evitar que ocorra o chamado falso negativo. “E aí, é pior porque a pessoa acha que não contraiu a doença, mas realmente está doente e fica circulando normalmente podendo agravar a sua situação de saúde”, alerta.


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