Cuiabá, 15 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Quarta-feira, 07 de Fevereiro de 2024, 13:25 - A | A

07 de Fevereiro de 2024, 13h:25 - A | A

JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO IMPERIAL

Juiz condena quadrilha que movimentou R$ 6 milhões com roubo de carros de luxo

Envolvidos em esquema não poderão cumprir pena em liberdade e terão que devolver mais de R$ 300 mil para vítimas dos crimes.

Ari Miranda
Única News



(Foto: Reprodução/Internet)

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O juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

Em sentença proferida no dia 30 janeiro deste ano, o juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou os membros de uma quadrilha especializada no roubo, furto e venda de veículos na capital e Várzea Grande, que movimentou R$ 6 milhões com o esquema.

Além disso, o líder do grupo criminoso, Wellington de Moura Sanches, recebeu uma pena de 18 anos de prisão em regime fechado e teve a prisão mantida. Já o comparsa dele, Joenil de Campos Júnior, recebeu a pena de 20 anos, sem direito de recorrer em liberdade.

De acordo com o processo, o grupo movimentou mais de R$ 6 milhões com os crimes de furtos, roubos e estelionato, mediante a adulteração dos números de chassi dos veículos e falsidade ideológica, inclusive utilizando-se de uma empresa de revenda de veículos para lavar o dinheiro da ação criminosa.

Wellington e Joenil foram alvos da Operação Imperial, deflagrada em 2021 pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derfva) de Cuiabá. Segundo investigado, o grupo alugava imóveis em regiões nobres da capital para esconder os automóveis das vítimas.

Além deles, também foram condenados a esposa de Wellington, Rosana dos Anjos Marques, a oito anos de prisão; Wender Ferreira, a nove anos em regime fechado; Alex Lima Ferreira, a dez anos de cadeia e Gustavo Firmino da Silva a 16 anos.

Com exceção de Rosana, todos os réus não poderão responder os crimes em liberdade.

Na decisão judicial, o magistrado também sequestrou uma série de bens dos envolvidos, como carros, caminhonetes, moto aquática, além de dois terrenos em Tangará da Serra (242 Km de Cuiabá) e um em Cuiabá, que também foram bloqueados.

Por fim, o magistrado determinou ainda que os condenados devolvam a soma de R$301.600 a título de indenização às vítimas.

O CRIME

Durante as investigações, A Polícia Civil descobriu que a organização criminosa aluga imóveis em regiões nobres de Cuiabá, geralmente nas proximidades de onde ocorriam os roubos, para guardar os veículos subtraídos.

As locações dos imóveis eram feitas por meio de perfis falsos do whatsapp, havendo uma engenharia social no sentido de formalizar virtualmente o contrato.

O grupo também atua em outros crimes, como tráfico de drogas na modalidade escambo (troca de veículos por entorpecentes), receptação, uso de documentos falsos, falsidade ideológica, estelionato, lavagem de capitais e outros.

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