Cuiabá, 20 de Junho de 2024

JUDICIÁRIO Quarta-feira, 29 de Maio de 2024, 19:40 - A | A

29 de Maio de 2024, 19h:40 - A | A

JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO APITO FINAL

Justiça nega soltar contador do Comando Vermelho: "Tem expertise de arrecadação”

Paulo Witer Paello, o “WT” foi preso durante operação da Polícia Civil, no final de março deste ano.

Ari Miranda
Única News



O desembargador Rui Ramos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou um pedido de soltura A Paulo Witer Farias Paello, o "WT", acusado de ser o contador da facção Comando Vermelho em Mato Grosso e líder de um esquema que movimentou mais de R$ 65 milhões.

Ele está preso desde o dia 2 de abril, quando foi capturado pela Polícia Civil durante a deflagração da Operação Apito Final, que investigou o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo um time de futebol amador da capital, o “Amigos do "WT".

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No pedido, a defesa de Paulo Witer pedia a extensão de de uma ordem de soltura, concedida a Fábio Aparecido Marques do Nascimento, um dos principais alvos da Operação Red Money, deflagrada em 2018 pela Polícia Civil.

Na ocasião, WT também figurou entre os alvos da operação, sendo condenado a 14 anos de prisão. Ele ganhou liberdade em 2023 com a aplicação de medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, que ele acabou descumprindo. Devido a isso, o tesoureiro do CV voltou a ser preso na Apito Final.

“Na hipótese dos autos, constata-se que a ação penal pela qual o paciente se encontra encarcerado preventivamente é deveras complexa, oriunda de extensa operação (denominada Red Money) e investigação policial que culminou na distribuição de inúmeros autos desmembrados, com pluralidade de réus (24 – vinte e quatro) e múltiplas defesas, o que justifica, a princípio, a delonga da prisão cautelar”, disse o desembargador na decisão.

Além disso, Rui Ramos disse que a manutenção da prisão de WT se deve pelo fato do indiciado pertencer ao alto escalão e homem de confiança dos “cabeças” da facção criminosa em MT

“Como bem ponderou o juízo de base, a prisão preventiva é imprescindível para a garantia da ordem pública, na medida em que o réu integrava o núcleo financeiro da organização criminosa denominada Comando Vermelho e, solto, pode ensejar o fortalecimento e a expansão da orcrim, já que possui mecanismos e expertise da arrecadação e dissimulação dos bens e valores para custear a facção criminosa”, pontuou.

TORNOZELEIRA IA “PASSEAR”

Enquanto Paulo Witer passeava pelo país, um de seus fiéis escudeiros, de iniciais P. V. G. A., levava a tornozeleira do criminoso para “passear” por Cuiabá, no intuito de despistar a Polícia.

Segundo investigações da Polícia Civil, P.V. era próximo a “WT” e seria o responsável por ir até o apartamento do líder do bando pegar a tornozeleira e movimentá-la pela capital, como se ele estivesse na cidade.

Ele foi a pessoa escolhida para ir até o apartamento do traficante para pegar o equipamento e leva-lo até o bairro Jardim Florianópolis, nas ocasiões em que Paulo Witer estava em viagens ao litoral de Santa Catarina, no Réveillon de 2024, e nas cidades do Rio de Janeiro e Maceió, capital alagoana, onde acabou foi preso pela Polícia Civil, durante a deflagração da operação, em 2 de abril deste ano.

 

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