Cuiabá, 17 de Junho de 2024

POLÍCIA Quinta-feira, 16 de Dezembro de 2021, 11:07 - A | A

16 de Dezembro de 2021, 11h:07 - A | A

POLÍCIA / GRAMPOLÂNDIA PANTANEIRA

Delegada cita empecilhos e afirma que não há prazo para conclusão do inquérito

Thays Amorim
Única News



A delegada Ana Cristina Feldner, que integra a Força Tarefa da ‘Grampolândia Pantaneira’, afirmou na última quarta-feira (15) que não existe um prazo para a conclusão do inquérito que investiga interceptações ilegais durante a gestão do ex-governador Pedro Taques (Solidariedade). Em entrevista coletiva, a delegada citou empecilhos que ocorreram durante o curso da investigação.

Feldner citou que o processo, que até então estava tramitando no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), acabou sendo avocado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em outubro de 2017.

"Não tem como [dar um prazo de conclusão]. A intenção é que se acabe tão logo, mas é difícil determinar um prazo de futuro. Se eu soubesse, essa pergunta vale um milhão. Porque a gente não sabe, aqui a gente estava em uma dinâmica, achando que ia encerrar, quando o STJ avocou o inquérito. Nós pedimos mais 24h porque naquele momento, a dinâmica toda estava favorável para a gente encerrar, pelo menos com maior qualidade", apontou.

A delegada citou ainda que a Força Tarefa estava caminhando quando a Operação Esdras, que também investiga as interceptações ilegais.

LEIA MAIS: Juiz aponta indícios de que denúncia da Grampolândia está em posse de servidores

Na quarta, a operação teve um desdobramento com o mandado de busca e apreensão em face dos servidores Rosinaldo Nunes de Almeida, que foi afastado da chefia de Protocolo, e Rosângela da Silva Oliveira, aposentada. De acordo com a Polícia Civil, eles são apontados como responsáveis por alterar o protocolo de uma denúncia do ex-secretário de Segurança Pública, o promotor Mauro Zaque de Jesus, em que encaminhava a Taques, em 2017, um dossiê sobre as escutas no Paiaguás.

Rosinaldo foi alvo de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), sendo a demissão recomendada pela comissão investigadora por ter praticado, supostamente, crime contra a administração pública e atos de improbidade administrativa. Entretanto, a recomendação foi descartada pelo governo, seguindo com o funcionário público no Paiaguás, em decisão publicada no Diário Oficial no mês de outubro de 2020.

Em outubro de 2019, Rosinaldo retornou para a Gerência de Protocolo, fato que motivou a ação contra o servidor. Segundo a delegada, não existe uma previsão de novos acontecimentos envolvendo a Grampolândia.

LEIA MAIS: Mendes arquivou parecer de PAD e manteve servidor envolvido na Grampolândia

"Agora, novamente, nós estávamos caminhando quando veio esse retorno dele ao Protocolo. A gente precisa parar a conclusão para fazer um pedido de cautelar, afastamento. Amanhã vai surgir um novo empecilho que vai atrapalhar, ou não? E nesse período nós tivemos também um déficit muito grande de delegados, na pandemia. Então agora, nós... é uma perspectiva. Mas, não temos como prever que agora não vai acontecer mais nada", enfatizou a delegada.

FAÇA PARTE DE NOSSO GRUPO NO WHATSAPP E RECEBA DIARIAMENTE NOSSAS NOTÍCIAS!

GRUPO 1  -  GRUPO 2  -  GRUPO 3