Cuiabá, 21 de Junho de 2024

POLÍCIA Sexta-feira, 19 de Abril de 2024, 18:26 - A | A

19 de Abril de 2024, 18h:26 - A | A

POLÍCIA / VEJA O VÍDEO

Delegado explica "baguncinha" a serial killers na DHPP; "Também temos sentimento de indignação, mas a lei é essa"

Vídeo em que trio de assassinos presos apareceram em vídeo “apreciando” a iguaria da culinária cuiabana gerou revolta nas redes sociais

Ari Miranda
Única News



Um vídeo que circulou nas redes sociais nesta semana mostra o criminoso Lucas Ferreria da Silva (20) e os menores infratores L.P.S. (17) e E.G.M.L. (15) comendo baguncinha na delegacia, logo após a apreensão deles pela equipe da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, na noite da última segunda-feira (15).

Os criminosos foram apreendidos após serem apontados como autores dos assassinatos em série dos motoristas de aplicativo os motoristas Márcio Rogério Carneiro (34), Elizeu Rosa Coelho (58) e Nilson Nogueira (42) quinta-feira da semana passada (11/04) e domingo (15), na região metropolitana de Cuiabá.

VEJA VÍDEO NO FINAL DESTA MATÉRIA

No vídeo, que gerou revolta nas redes sociais, os três “serial killers” aparecem agachados no chão da DHPP “saboreando” um baguncinha cada um.

Questionado se os presos teriam escolhido o que iriam comer, o delegado Maurício Maciel Pereira Júnior negou, destacando que, devido ao horário em que foram presos, o lanche era a única opção de comida que a equipe da DHPP tinha para oferecer aos criminosos, destacando que a alimentação para suspeitos presos está prevista no Código Penal Brasileiro.

“Tudo foi feito de uma forma bastante séria, tendo em vista a gravidade dos fatos. (...) Questão de alimentação, cada um tem a sua opinião. Mas a gente [da DHPP] trabalha embaixo da lei. A gente tem também o sentimento de indignação, só que a regra é essa”, disse o delegado.

“Vocês acham que alguém vai pra cadeia e não ganha comida? Ganha! Ninguém tá tratando de uma forma diferente, mas a gente tá tratando da forma que a lei preconiza que [o preso] seja tratado, concordando ou não concordando, é o que a gente faz. A gente age na legalidade”, reiterou.

Ao final da entrevista coletiva, o delegado Olímpio Fernandes ironizou a situação, alegando que nem mesmo os agentes que estavam de plantão na Delegacia de Homicídios da Capital tiveram a oportunidade de apreciar a iguaria cuiabana.

“A equipe saiu na madrugada diligenciando, procurando alguma coisa aberta para fornecer alguma alimentação de qualidade aceitável. E o mais engraçado é que toda equipe, quase 50 policiais, todo mundo morrendo de fome, e aquele cheiro de sanduíche gostoso, pairando na sala e ninguém podia encostar, porque era deles. Então, são situações hilárias da nossa profissão”, pontuou o delegado.

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