Cuiabá, 28 de Fevereiro de 2021

POLÍCIA
Terça-feira, 26 de Janeiro de 2021, 17h:57

VIROU ROTINA

Dupla tem prejuízo de R$ 7.500 após cair no golpe do "nudes" em MT

Única News
Da Redação

(Foto: Divulgação)

Dois homens, não identificados, foram vítimas do golpe do “nudes” no município de Juína (a 737 km de Cuiabá). Segundo informações, a modalidade já virou rotina em Mato Grosso, pois no ano passado, mais dois homens e até mesmo um vereador foram vítimas do mesmo golpe.

Dessa vez, as vítimas tiveram prejuízo de R$ 7.500. O caso foi registrado na delegacia da Polícia Civil da cidade, que investiga o caso. Conforme as investigações, o golpe é aplicado por uma quadrilha especializada que age de dentro dos presídios de todo Brasil.

As vítimas que tiveram os nomes preservados, são um morador da zona rural de Juína, que efetuou um depósito no valor de R$ 4.500, e outro que mora na cidade, que depositou R$ 3.000.

Na ocasião, as vítimas recebem contatos de supostas “meninas” que se diziam interessadas em um relacionamento e após conseguir atrair a confiança dos mesmos, elas pediam e enviavam fotos sem roupas e até mesmo vídeos eróticos. Com os arquivos em mãos, os golpistas extorquiam as vítimas, para que as fotos não fossem divulgadas na internet, já que a maioria eram homens casados.

De acordo com a polícia, os números que mais entram em contato com as vítimas mato-grossenses, são de dentro de um presidio no estado do Rio Grande Do Sul, pois geralmente o prefixo do número de telefone vem da área do DDD 51.

A quadrilha costuma usar o Facebook de alguns homens casados, que apresentam uma boa condição financeira, sendo que muitos desses homens adicionam seus números de telefones na página de informações do Facebook, o que facilita ainda mais para os bandidos que em posse dos dados iniciam um contato com o cidadão, e se apresentam como garotas, geralmente meninas entre 15 e 16 anos.

Após uma conversa e troca de fotos nuas, aparece uma terceira pessoa na conversa se passando pelo pai das “meninas” que faz ameaças e até mostra um cenário de uma casa destruída pela suposta mãe da garota e atribui a culpa ao assédio do cidadão que, transtornado, não percebe que se trata de um golpe.

Na ação ainda aparece uma outra pessoa que se passa por um inspetor policial que aconselha ao cidadão envolvido que faça um acordo amigável depositando uma certa quantidade de dinheiro em uma conta e com isso se encerra o assunto.

A polícia orienta que jamais o cidadão deve entrar em negociação que envolve dinheiro pela internet, pois o golpe é tramado por quadrilhas especializadas em roubos virtuais.


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