Cuiabá, 18 de Junho de 2024

POLÍCIA Quarta-feira, 29 de Maio de 2024, 17:40 - A | A

29 de Maio de 2024, 17h:40 - A | A

POLÍCIA / EXECUTADO EM CUIABÁ

Em última conversa com a esposa, sargento PM pediu para separar doações a uma família carente

Além da esposa, Odenil deixou os pais idosos e três filhos, de 5, 15, e 24 anos.

Christinny dos Santos
Única News



A viúva do sargento da PM Odenil Alves Pedroso, morto a tiros em frente à UPA Morada do Ouro, em Cuiabá, nessa terça-feira (28), falou sobre a última conversa que teve com o marido. Por meio de mensagens no WhatsApp, o militar pediu para que a esposa separasse algumas roupas para doar para uma família de imigrantes. Ela reagiu ao pedido com um emoji e, minutos depois, ele foi assassinado.

"Ele sempre ajudava as pessoas, comprava rifa, doava coisas, fazia o que podia para ajudar", lamentou Rafaely, viúva de Odenil.

Rafaely contou que, antes de começar o turno na UPA, serviço que fazia para complementar sua renda, Odenil saiu para levar a mãe idosa ao médico, voltou para casa e só foi para a unidade de saúde depois. A esposa do militar contou que trocou algumas mensagens com ele durante a tarde, mas a última conversa aconteceu por volta de 15h.

"Era umas 15h quando ele me escreveu dizendo que um colega estava fazendo campanha para uma família de venezuelanos e pedia para eu juntar algumas doações que iria levar para os imigrantes. Eu respondi com um ‘joinha’ e ele leu às 15h30. Depois, nenhuma mensagem foi mais vista, acho que foi perto desta hora que tudo aconteceu”, contou a mulher.

Imagens registradas por uma câmera de segurança instalada na região mostram que o crime ocorreu por volta de quatro horas da tarde.

"Ele sempre apoiou causas da saúde e ajudou quem podia. Decidimos que ele iria continuar ajudando", disse a esposa

Justamente por Odenil ter sido uma pessoa caridosa, foi que Rafaely decidiu doar as córneas do marido. "Ele sempre apoiou causas da saúde e ajudou quem podia. Decidimos que ele iria continuar ajudando", disse.

Além da esposa, Odenil deixou os pais idosos e três filhos, de 5, 15 e 24 anos. "A gente tem que ter cuidado ao falar com os pais dele, que já são idosos. Estão arrasados. Minha caçula só chora, ela era muito apegada ao pai. E eu estou fazendo o que posso, mas a dor é muito grande”, contou Rafaely.

Retaliação

O sargento Odenil foi morto em horário de serviço. Lotado no 3º Batalhão da PM, ele estava escalado para serviço e fazia o policiamento na UPA Morada do Ouro. Ele lanchava em um estabelecimento em frente à unidade quando foi baleado, chegou a ser socorrido, mas morreu em cirurgia.

Conforme apurado pelo Única News, o crime foi atribuído à facção criminosa Comando Vermelho, que jurou vingança pela morte do criminoso Micael Oliveira Medeiros (26), vulgo “Satã”, que morreu em confronto com policiais militares da Força Tática no último domingo (26), no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

Micael tinha mais dez passagens pela polícia por crimes como roubo, tráfico de drogas, formação de quadrilha, motim e outros. Durante o velório de dele, lideranças teriam jurado vingança pela sua morte.

Caçada

O comandante-geral determinou uma "caçada sem precedentes" ao bandido que atirou na cabeça do sargento. "De forma incisiva, é nossa ordem expressa deflagrar uma caçada sem precedentes a esse criminoso e àqueles que lhe prestaram apoio, através de todas as unidades e meios de ação da PMMT", afirmou o coronel, em nota enviada à imprensa.

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