Cuiabá, 04 de Dezembro de 2020

POLÍCIA
Quinta-feira, 24 de Setembro de 2020, 09h:48

MORTE NO ALPHAVILLE

Juiz determina que Marcelo Cestari entregue armas ao Exército Brasileiro

Elloise Guedes
Única News

(Foto: Reprodução)

O juiz João Bosco Soares, da Vara Especializada em Ação Cível Pública de Cuiabá, determinou o recolhimento de quatro das seis armas do empresário Marcelo Martins Cestari, pai da adolescente B.O.C., de 15 anos, acusada de matar Isabele, no dia 12 de julho, no condomínio Alphaville I, em Cuiabá.

As armas que foram apreendidas na mansão de Cestari pela Polícia Civil, no dia do assassinato, e deverão ser encaminhadas ao Comando do Exército. Lá, os responsáveis tomarão as devidas providências. As quatro armas, todas importadas, estavam sem registro, mas possuíam guia de transporte, documentação de compra e autorização do exército. A decisão é do último dia (22).

“Considerando que Marcelo Martins Cestari não mais detém a autorização legal para ter em sua posse qualquer arma registrada no Exército Brasileiro, determino o encaminhamento das armas de fogo de uso permitido, apreendidas neste feito, ao Comando do Exército, para as devidas providências”, diz trecho da decisão.

O Exército Brasileiro cassou permanentemente a Certidão de Registro (CR) que dava direito à posse de arma e prática de tiro esportivo ao empresário. Cestari foi indiciado e será julgado pela Justiça por posse ilegal de arma de fogo, por ter guardado duas armas que pertenciam ao sogro da adolescente.

Ainda conforme o magistrado, Marcelo continuará respondendo pela prática dos crimes de posse irregular de arma de fogo de uso permitido; omissão de cautela; fornecimento ou entrega arma de fogo a adolescente; homicídio culposo e fraude processual.

O juiz determinou ainda que o valor da fiança, de 50 salários mínimos, que remete ao total de R$ 52,2 mil, deve ser transferido para o outro processo vinculado.

O caso

Isabele foi morta na noite de 12 de julho, na casa da amiga B.O.C., hoje com 15 anos, com um tiro que transfixou sua cabeça, entrando pelo nariz e saindo na nuca. A menina tinha passado o dia todo na casa da família Cestari, com a amiga, os pais dela e seus irmãos e os namorados de duas delas. Isabele morreu por volta das 22h.

B. alegou tiro acidental. Disse que tinha ido atrás de Isabele em um banheiro, com um case contendo duas armas nas mãos. Esse case teria caído e, ao se levantar, perdeu o equilíbrio e atirou sem querer na amiga. No entanto, a Polícia Civil descartou essa versão e a menina vai responder por crime análogo à homicídio doloso – quando há intenção de matar.


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