Cuiabá, 24 de Janeiro de 2021

POLÍCIA
Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020, 10h:08

DEFENDE A CONDENAÇÃO

Pela 2ª vez, MP pede internação imediata de adolescente que matou Isabele

Euziany Teodoro
Única News

Reprodução/Instagram

O Ministério Público Estadual (MPMT) pediu, já pela segunda vez, a internação imediata da adolescente B.O.C., 15 anos, responsável pelo tiro que matou Isabele Guimarães Ramos, 14 anos, no condomínio de luxo Alphaville I, em Cuiabá, no dia 12 de julho deste ano. O pedido foi feito na segunda-feira (23), junto às alegações finais do MPMT.

O órgão ministerial também manifestou pela condenação da adolescente por ato infracional análogo a homicídio doloso - quando há intenção de matar.

O pedido de internação é pelo prazo de 6 meses, mas pode chegar a três anos. A cada seis meses são feitas as verificações da conveniência da continuidade ou baixa da medida socioeducativa de internação.

O processo tramita em sigilo por se tratar de menor de idade.

Em setembro, B.O.C. foi internada a pedido da Justiça no Centro Menina Moça, anexo ao Complexo Pomeri, em Cuiabá, no entanto foi liberada na manhã do dia seguinte, por força de um habeas corpus. O habeas corpus está na pauta de julgamento da Terceira Câmara Criminal desta quarta-feira (25).

Os pais da adolescente, Marcelo Cestari e Gaby Soares, se tornaram réus pelos crimes de homicídio culposo (quando não há intenção de matar), posse ilegal de arma de fogo, entrega de arma de fogo a pessoa menor, fraude processual e corrupção de menores.

O caso

Isabele foi morta na noite de 12 de julho, na casa da amiga B.O.C., hoje com 15 anos, com um tiro que transfixou sua cabeça, entrando pelo nariz e saindo na nuca. A menina tinha passado o dia todo na casa da família Cestari, com a amiga, os pais dela e seus irmãos e os namorados de duas delas. Isabele morreu por volta das 22h.

B. alegou tiro acidental. Disse que tinha ido atrás de Isabele em um banheiro, com um case contendo duas armas nas mãos. Esse case teria caído e, ao se levantar, perdeu o equilíbrio e atirou sem querer na amiga. No entanto, a Polícia Civil descartou essa versão e a menina vai responder por crime análogo à homicídio doloso – quando há intenção de matar.


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