Cuiabá, 24 de Outubro de 2020

POLÍCIA
Sexta-feira, 11 de Setembro de 2020, 11h:55

OPERAÇÃO STATUS

Pousada no Manso era usada para lazer de quadrilha envolvida com tráfico internacional

Elloise Guedes
Única News

(Foto: Reprodução)

A pousada Paraíso localizada na região do Manso, que foi alvo de buscas pela Polícia Federal, na manhã desta sexta-feira (11), era usada para lazer dos membros da quadrilha que movimentou pelo menos R$ 230 milhões com o tráfico internacional de drogas. O empresário Tairone Conde Costa, que foi preso durante a operação, é o dono da pousada e proprietário da concessionária Classe A Motors, que também foi alvo de busca e apreensão. Segundo a PF, ele tem ligação com a quadrilha e com o tráfico.

De acordo com o delegado Lucas Vilela, um dos responsáveis pelas investigações, na pousada usada pela quadrilha houve uma grande festa, com a contratação da famosa dupla sertaneja brasileira Bruno e Marrone. A festa foi em comemoração ao aniversário de um dos líderes da quadrilha, em 2017. Conforme o delegado, isso comprova que eles possuíam uma vida de luxo e ostentação.

"Eles ostentavam muito, tinham vida de luxo, com joias, carros de luxo, propriedades e lojas. A pousada era de fachada e não funcionava (para o público). Na verdade, ela era uma casa de campo, que os líderes usavam para passar férias e realizar grandes festas", destacou o delegado.

(Foto: Reprodução)

festa paraíso

Festa na pousada com a dupla Bruno e Marrone

Na pousada, a PF apreendeu lanchas, jet ski e outros veículos normalmente usados em passeios na terra. A relação entre os líderes da quadrilha e Tairone era apenas de parceria. Não há grau de parentesco, informou o delegado. "Eles tinham uma parceria, em relação à loja de carros e a pousada no Manso".

Em relação às fazendas em Barra do Garças (a 315 km de Cuiabá), adquiridas pela quadrilha, elas também eram usadas para lavagem de dinheiro. As propriedades foram sequestradas pela Justiça, com tudo que tinha dentro. Elas não tinham relação com Tairone.

Dois irmãos e o pai deles são apontados como os líderes da facção criminosa. Eles foram presos no Paraguai, na cidade de Pedro Juan Caballero, e devem ser transferidos para o Brasil ainda nesta sexta-feira. Os envolvidos não tiveram os nomes revelados.

Segundo a PF, os traficantes usavam empresas de fachada ou de laranjas, como construtoras, administradoras de imóveis, lojas de veículos de luxo, para lavar dinheiro obtido com o tráfico de cocaína.

O grupo contava ainda com uma rede de doleiros sediados no Paraguai, com operadores em cidades brasileiras como Curitiba, Londrina, São Paulo e Rio de Janeiro.

No Brasil, foram apreendidos 42 imóveis, duas fazendas, 75 veículos, embarcações e aeronaves, cujos valores somados atingem R$ 80 milhões. No Paraguai, ação é feita em parceria com a Secretaria Nacional Antidrogas, e apreende 10 imóveis, no valor aproximado de R$ 150 milhões.

Nome da Operação

A operação foi batizada de “Status” em alusão à ostentação de alto padrão de vida mantida pelos líderes da organização criminosa, com participações em eventos de arrancadas com veículos esportivos de alto luxo, contratação de artistas famosos para eventos pessoais e residências de luxo.

Mandados

- Campo Grande/MS – 14 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão preventiva;
- Ponta Porã/MS – nove mandados de busca e apreensão;
- Dourados/MS – dois mandados de busca e apreensão;
- Cuiabá/MT – três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva;
- Barra do Garças/MT – duas fazendas com mandado de busca e apreensão;
- Primavera do Leste/MT – dois mandados de busca e apreensão;
- Curitiba/PR – quatro mandados de busca e apreensão;
- Londrina/PR – um mandado de busca e apreensão;
- São Paulo/SP – cinco mandados de busca e apreensão;
- Rio de Janeiro/RJ – um mandado de busca e apreensão.

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