Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2024, 06:51 - A | A

31 de Janeiro de 2024, 06h:51 - A | A

POLÍTICA / MOTIVADA POR CHACINA EM SORRISO

Buzetti propõe cadastro de pedófilos e predadores sexuais: "Não existe ex-estuprador"

Aline Almeida
Única News



(Foto: Roger Perisson / Única News)

Margareth Buzetti

 

A senadora Margareth Buzetti (PSD) confirmou que propôs um projeto de lei que cria um cadastro de pedófilos e predadores sexuais no Brasil. O anúncio foi feito nesta terça-feira (30.01), durante lançamento da Superintendência de Políticas Públicas para as Mulheres – SER Família Mulher.

A parlamentar reforçou a necessidade de leis mais duras, em especial na defesa da mulher, o que vem notando em sua passagem pelo Senado Federal.

Buzetti disse que a proposta foi motivada pela chacina de Sorriso, onde o pedreiro Gilberto Rodrigues dos Anjos (32) matou e estuprou uma mãe e 3 filhas, no dia 24 de novembro. As vítimas foram a empresária Cleci Calvi Cardoso (46) e as filhas dela, Miliani (19) Manuela (13) e Melissa Calvi Cardoso (10).

"Foi com o crime de Sorriso que fui pesquisar os projetos. O agressor que matou, estuprou não aparece em nenhum cadastro. O nome dele é escondido, porque corre em segredo de Justiça. Apresentei o projeto 'Pedófilos e Predadores Sexuais', com cadastro nacional . A vítima tem que ser preservada, mas preservar o nome de agressor não é possível. O projeto foi protocolado e vai começar a tramitar", disse Margareth.

A senadora pontuou que a realidade é alarmante e alguma coisa precisa ser feita para endurecer as penas e dar publicidade. "Aqui no Brasil Beach tinha um pedófilo que estuprou a filha e estava trabalhando. Temos que ter esse cadastro para saber quem nós contratamos para trabalhar. Não existe ex-estuprador", complementou

Pacote Antifeminicidio

A senadora falou ainda do projeto dela, o Pacote Antifeminicídio, aprovado pelo Senado e que está na Câmara Federal. "Ele cria o feminicídio como uma lei autônoma, não mais uma qualificação do homicídio. É um crime hediondo e vai para a pena máxima de 40 anos e mínima de 20 anos. Para progressão precisa cumprir 55% da pena e não tem direito à visita íntima. O limite da violência é o feminicídio, temos que coibir com uma lei rígida, única, interpretada de uma só maneira. Por que senão é isso que acontece. Hoje, a cada seis horas uma mulher morre no Brasil. Não podemos mais só falar, temos que fazer", finalizou.

 

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