Cuiabá, 22 de Maio de 2024

POLÍTICA Domingo, 19 de Fevereiro de 2017, 21:47 - A | A

19 de Fevereiro de 2017, 21h:47 - A | A

POLÍTICA / UM JURISTA NO TUCANATO

Descartando uma candidatura nas próximas eleições, Eduardo Mahon se filia ao PSDB

Marisa Batalha



(Foto: Reprodução)

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O tucanato em Mato Grosso acabou de ganhar nesta quinta-feira(16), um ilustre filiado, o advogado Eduardo Mahon, conhecido como um dos mais hábeis juristas do Estado. Ou ainda como uma ‘celebridade das letras’ que tornou o advogado, um escritor com nove livros publicados. Além do presidente que revolucionou a Academia Mato-grossense de Letras, depois que a assumiu em novembro e 2013. 

 

No lançamento de seu último livro, “O Fantástico Encontro de Paul Zimmerman”, em 13 de setembro de 2016, a fila para pegar um ‘autógrafo’ de Mahon, na Casa do Parque, chegou até a rua. Depois do evento, Eduardo publicou em seu Facebook que metade da edição foi vendida em apenas algumas horas.

 

Um pouco antes de assinar sua filiação, o advogado revelou com exclusividade ao Site Única News que depois de muito tempo, ele, enfim, resolveu ceder ao convite formal do PSDB. Para ele, entrar neste momento para a legenda é interessante, sob o olhar de que no fim das contas, os partidos precisam de pessoas para ajudar a pensar políticas públicas. E ele está entrando para a sigla com este compromisso.

 

E mirando este objetivo, Mahon ainda revelou que pretende participar ativamente do Instituto Teotônio Vilela que elabora as políticas públicas para o PSDB. E comparou o Instituto, com o famoso Instituto Ulisses Guimarães, ligado ao PMDB, como forma de dimensionar a importância do Instituto Teotônio que, igualmente, é o responsável pela elaboração do conteúdo programático da legenda. E no final das contas, diz ele, 'é isto que os partidos no Brasil estão precisando. Aliás, mais do que isto, hoje é o que está faltando nas legendas políticas:conteúdo programático'.

 

'Porque para além dos discursos e das posições dos políticos, no mapa dos cargos eleitorais ou em cargos de confiança, as legendas têm que estar preparadas para responder as perguntas dos cidadãos', diz Mahon. Que ainda afirma que as 'pessoas querem respostas. Respostas inteligentes, exequíveis, capazes de preencher as dúvidas, as lacunas jurídicas, políticas, econômicas e sociais, sobretudo'. 

 

E ainda revela Mahon que quando se faz uma pergunta da atualidade, como por exemplo, a posição do PSDB quanto a PEC dos Gastos dos Públicos, conhecida como PEC 241 ou PEC 55, que congela as despesas do governo federal, com cifras corrigidas pela inflação, por até 20 anos. E ouve-se, mais comumente, que ela foi necessária para conter o rombo nas contas públicas e tentar superar a crise econômica. Fica, diz Mahon, uma sensação de que as explicações não foram suficientes para o tamanho do sacrifício que a PEC impõe a todas as instituições federais que recebem do Palácio do Planalto.

 

Assim, diz o jurista, 'há ainda que se dar mais alternativas conceituais para um debate, minimamente, pautada na razoabilidade, o que exige obviamente mais profundidade nesta resposta, já que este mecanismo recebeu severas críticas da oposição, com poucas respostas inteligentes por parte do governo - quando foi encaminhada ao Congresso e com sua aprovação na Casa de Leis.

 

'Dentro deste terreno onde o político representa eleitoralmente um contingente, por dever de ofício, portanto, espera-se que além de de representá-los, este político deve também dar-lhes as respostas que pedem e às vezes não recebem. Ou quando recebem, não estão a contento'. 

 

Ainda de acordo com o advogado, é querendo aprender e podendo, igualmente ajudar, que ele acredita que sua entrada para o tucanato de Mato Grosso pode fazer a diferença.  Em debates, inclusive, com respostas mais bem elaboradas e com a profundidade necessária para explicar - se necessário -, questões como a Reforma Previdênciária, ou ainda a taxação do agronegócio, ou sobre a implantação da malha ferroviária e, por que não, uma discussão sobre a continuidade ou não do VLT em Cuiabá. 'Questões que o partido precisa se posicionar, mas com conhecimento de causa, com um norte programático até para se manifestar', diz. 

 

E descartando que sua filiação tenha cunho eleitoral, Mahon pontua que seu desejo 'agora' é a realização de um trabalho de base. Ele quer contribuir, sobretudo, aprender. Mas, deixa bem claro, que  'o futuro a Deus pertence'!

 

Biografia

 

Eduardo Mahon é advogado, professor universitário de Direito Processual Penal e escritor. Nasceu no Rio de Janeiro, mas viveu sua vida toda em Cuiabá. Graduado em Direito, pela Universidade Federal de Mato Grosso, o advogado também tem em seu currículo uma Especialização de Direito Processual Civil, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; e Processual Penal, pela Escola Superior de Direito. Especialista também em Direito.

 

Considerado como um dos mais bem pagos advogados do país, Eduardo advoga no Tribunal Regional Federal, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal. Já ministrou aulas na Escola Superior do Ministério Público, na Escola Superior de Advocacia, na Escola Superior de Direito, na Universidade de Cuiabá, na Universidade de Várzea Grande, na União de Ensino de Diamantino.

 

Enfim, com um currículo de dar inveja o tucanato nesta quinta-feira, se não soltou fogos de artíficio com a filiação de Eduardo Mahon, deveria fazê-lo!!

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