Cuiabá, 21 de Julho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 26 de Dezembro de 2018, 17:47 - A | A

26 de Dezembro de 2018, 17h:47 - A | A

POLÍTICA / EM COLETIVA

Pinheiro diz que órgãos de controle foram induzidos ao erro sobre novo PSM

Luana Valentim



(Foto: Sicom/Cuiabá)

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O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), declarou na tarde desta quarta-feira (26), em uma coletiva de imprensa na Prefeitura de Cuiabá, que o Ministério Público Estadual e o Tribunal de Contas do Estado foram induzidos ao erro por não permitir a transferência do atual Pronto Socorro para a nova unidade que será inaugurada na sexta-feira (28).

 

Pinheiro pontuou que houve uma tentativa de jogar os órgãos de controle, a Justiça e a sociedade contra a sua gestão, onde acabou acontecendo alguns equívocos.

 

“Se tivesse sido solicitado estava na mão do representante do Ministério da Saúde todo o plano de ativação do novo hospital de Cuiabá, todo o pré-plano de desativação do atual Pronto Socorro Municipal e o plano de gestão do hospital. Tudo está sendo discutido e estamos trocando pneu de um carro em movimento em uma pressa violenta porque sabíamos que jamais poderíamos perder essa oportunidade que Deus nos deu”, destacou.

 

Para finalizar as obras do novo PSM, o senador Wellington Fagundes (PR) e o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), buscaram recursos junto ao Governo Federal que concedeu o montante de R$ 100 milhões incluindo-o no programa ‘Desafio Chave de Ouro’.

 

Pinheiro acredita que talvez isso tenha deixado os seus adversários um pouco nervosos e apreensivos, tentando atrapalhar de todas as formas. ‘Mas é um caminho sem volta e a população cuiabana sonha e espera por esse novo momento e a população mato-grossense também agradece toda a articulação da capital do Estado para salvar a saúde pública de Mato Grosso’.

 

Para o emedebista, se não fosse a decisão da juíza Célia Regina Vidotti o novo PSM já iria começar o atendimento na mesma data de inauguração, porém, somente em abril começará a receber novos pacientes. “Se o Judiciário não tivesse sido induzido ao erro, já estaria atendendo. Está prontinho para funcionar, mas vamos esperar a decisão judicial, vamos esperar acabar o plantão para mostrar os nossos argumentos. Quero os órgãos judiciais juntos comigo“.  

 

O prefeito demonstrou a previsão orçamentária mensal baseado no atual PSM que por sua determinação, toda a equipe está trabalhando para uma redução de custo de 10%, além de ampliar o atendimento ao entregar o novo hospital. A transição foi apresentada e aprovada pelos técnicos do MS.

 

“Estamos inaugurando o maior hospital do Estado e a maior obra de saúde pública de Mato Grosso e dos 300 anos da história de Cuiabá”, frisou.

 

Inicialmente, o ambulatório será entregue no dia 28 de dezembro, com recepção, sala de curativos e médicos cardiologistas, ginecologistas obstétricas, entre outros atendimentos. No dia 29 de janeiro – um mês depois – será entregue a enfermaria com farmácia, leitos masculinos e isolamento, leitos femininos e isolamento, além de consultório de ultrassom.

 

Já no dia 25 fevereiro, antes do carnaval, a primeira etapa de urgência e emergência será entregue. Em 22 de março será entregue as UTI’s e salas de cirurgias. O hospital será entregue 100% apenas no dia 8 de abril.

 

Conforme Pinheiro, o atual PSM funcionará como mais uma unidade saúde para atender a população até que possa ser transformado em um Hospital Materno Infantil.

 

Mesmo que o TCE já tenha determinado a suspenção do contrato, Pinheiro continua defendendo que o novo PSM - o qual ele quer chamar apenas de Hospital Municipal de Cuiabá - seja gerido pela Empresa Cuiabana de Saúde, assim como ocorre com o Hospital São Benedito.

 

“O Hospital Municipal de Cuiabá será voltado para atendimentos de alta complexidade, assim como é o atendimento no Hospital São Benedito. Queremos que a Empresa Cuiabana de Saúde seja responsável também por esta unidade e, desta forma, a Secretaria Municipal de Saúde volte a atender a Atenção Básica. Grande parte dos nossos esforços são para apagar o incêndio no Pronto-Socorro. E passando o gerenciamento para a Empresa Cuiabana de Saúde, que é uma empresa 100% público, nós poderemos fazer muito mais pela Atenção Básica como também investir neste setor da Saúde Pública", pontuou.

 

 

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