Cuiabá, 17 de Fevereiro de 2020

POLÍTICA
Segunda-feira, 06 de Janeiro de 2020, 11h:00

MEGA CONCURSO DA EDUCAÇÃO

Para adjunta da Educação, ‘professor não efetivado, deixa a sala de aula’

Ana Adélia Jácomo
Única News

(Foto:Reprodução)

Em 2019, a Prefeitura de Cuiabá realizou um dos maiores concursos públicos da história do município. Foram 2.002 vagas nos níveis médio e superior para atuação da Secretaria Municipal de Educação (SME). Os salários variam de R$ 1.115.48 a R$ 3.319.20.

De acordo com a secretária-adjunta da SME, Edilene Machado, o concurso público para o cargo de professor é uma das principais formas de manter esse tipo de profissional dentro das salas de aula públicas. Com baixa remuneração e cada vez mais casos de agressão física dentro dos espaços educacionais, o professor da rede pública é o mais atingido por doenças, como depressão e estafa mental.

“O professor, quando não é efetivo, ele deixa a sala de aula. Para a Educação, para o resultado final, é muito melhor que esse profissional seja concursado. Do contrário, ele não para de procurar outras oportunidades e às vezes chega no meio do ano, esse profissional deixa a sala de aula”, avaliou ela, durante entrevista nesta segunda-feira (6) à Rádio Capital.

Ela alertou ainda sobre os prazos para entrega de documentação, caso contrário, o candidato é automaticamente desclassificado. A primeira etapa do processo de nomeação e convocação já começou em 7 de dezembro de 2019, quando foram chamados 651 profissionais, técnicos em desenvolvimento infantil, 823 profissionais, e técnicos em nutrição escolar, 129 profissionais, totalizando 1.603.

“Quem fez o concurso deve ficar atento e abrir o site da Secretaria de Educação pelo menos duas vezes por dia, porque a gente vai soltar a chamada. Quando terminar essa primeira escala, vamos começar a chamar os técnicos de nível médio e os técnicos de nível superior. É importante que o profissional fique atento para não perder o dia, porque ele perde a vaga se não for no dia certo levar os documentos”, alertou ela.

Após a posse, os profissionais passarão por estágio probatório de três anos e, sendo aprovados, serão efetivados automaticamente. Com a convocação para posse, os candidatos devem observar os documentos e exames médicos necessários descritos no ato de convocação. O prazo de entrega do documento e laudo médico é de 30 dias, contatos a partir da data de publicação da nomeação.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Educação do município pediu que alguns pontos da entrevista, que fundamentou essa reportagem, fossem esclarecidos. Veja abaixo:

1 - Ao se referir a atuação dos professores efetivos e contratados em sala de aula, a secretária-adjunta estava mencionando o programa de Formação Continuada, pelo qual todos os profissionais passam. Assim sendo, ao se tratar de um profissional efetivo, essa formação é aperfeiçoada continuamente, ao longo de sua carreira profissional. Diferentemente do que ocorre em relação aos profissionais contratados, que passam pelo mesmo programa de formação, durante a vigência do seu contrato. Mas, ao termino desse contrato, ao contratar um novo profissional, esse processo, de formação do profissional, é reiniciado. Daí a busca da gestão pelo profissional efetivo, visando melhorar o processo ensino aprendizagem.

2 - Sobre a saúde dos profissionais da Educação, a secretária-adjunta mencionou a atuação da Saúde do Trabalhador, junto aos servidores, inclusive no acompanhamento de casos de depressão (maior incidência na rede). Entre as ações podemos mencionar o Educanto, o coral da secretaria que recentemente participou com destaque do Festival Paraibano de Coros, um dos mais importantes do Brasil.

3 - Além disso, os trabalhadores da Educação de Cuiabá tem um dos três melhores salários da categoria se comparado ao restante do país, e ainda garantidos vários benefícios.

4 - Ao falar sobre o programa de combate ao bullying, implementado em 2019, com atividades envolvendo alunos, professores e servidores a secretária adjunta reafirmou a preocupação da atual gestão em relação ao tema. Disse que em razão da faixa etária do público atendido pelas unidades educacionais da rede pública de Cuiabá, que é de 0 a 14 anos, não são muito comuns os casos de agressão envolvendo professores. Um fato mais comum no ensino médio.


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