Cuiabá, 25 de Junho de 2024

POLÍTICA Quarta-feira, 29 de Junho de 2016, 14:33 - A | A

29 de Junho de 2016, 14h:33 - A | A

POLÍTICA / ARTIGO

Sopapo

Onofre Ribeiro



Reprodução / Internet

 

Na história recente do Brasil talvez nenhuma eleição seja tão sofrida como a de vereadores e prefeitos em 2016. O sistema eleitoral brasileiro tem se tornado mais injusto a cada eleição, na medida em que mudanças são feitas para beneficiar interesses conhecidos. A base do sistema começa na eleição dos prefeitos e dos vereadores, a parte mais frágil da cadeia que elege deputados estaduais, federais, senadores, governadores e presidentes da República.

            Em 2016 os vereadores e os prefeitos vão enfrentar uma sociedade intolerante com os políticos. Ainda que a culpa maior desse desgaste não venha deles, eles representam a base da sociedade. Eles conhecem as ruas das cidades, onde moram as pessoas. De deputado estadual para cima é inatingível pro cidadão da Rua X. Ele vai descarregar o seu pessimismo e raiva contra a corrupção do país, a ineficiência do Estado e todas as distorções. Vai punir quem está próximo. No caso, os vereadores e prefeitos.

            Quando a política de saúde erra em cima na ponta do poder federal, decompõe-se nas estruturas estaduais, é lá na Rua X que ele reflete, na doença do cidadão. Como ele não compreende a estrutura de poder, o culpado passa a ser quem está mais perto. No caso, o vereador primeiro, depois o prefeito. Claro que a eleição de 2016 não vai mudar o país, mas vai dar o tom que a sociedade quer da política. A sensação de que está sendo enganado ou roubado todo o tempo, faz do eleitor um cidadão desconfiado. De algum modo ele quer justiça diante das indignidades que sofre. Sejam elas municipais, estaduais ou federais.

            Se o leitor perguntar o que poderão dizer aos eleitores os candidatos a vereador e a prefeito, não será fácil responder. Mas não parece advinhação dizer que ele quer respostas claras para desafios como educação, saúde, lixo, qualidade de vida. Só isso já representa um imenso desafio de planejamento que a maioria sequer pensou seriamente a respeito. No máximo as velhas promessas: “prometo trabalhar pela saúde, pela educação, etc”. Não resolve mais.

            Todos os candidatos deveriam submeter-se a um imediato curso de política pra conhecerem o pântano onde vão pisar. O eleitor quer promessas. Quer respostas efetivas!

Onofre Ribeiro é jornalista em Mato Grosso

[email protected]   www.onofreribeiro.com.br

 

 

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