Cuiabá, 16 de Junho de 2024

VOLTA AO MUNDO Sexta-feira, 30 de Setembro de 2016, 08:14 - A | A

30 de Setembro de 2016, 08h:14 - A | A

VOLTA AO MUNDO / LÍDER POLÊMICO

Duterte se compara a Hitler e diz que quer matar milhões de viciados

Presidente filipino diz que quer matar 3 milhões de dependentes químicos. Na opinião do chefe de estado, eles são 'criminosos'.

Da Deutsche Welle



(Foto: Lean Daval Jr./Reuters)

filipinas

Rodrigo Duterte mostra o dedo médio em discurso contra a União Europeia (Foto: Lean Daval Jr./Reuters)

 

O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, comparou-se nesta sexta-feira (30) a Adolf Hitler ao afirmar que gostaria de massacrar milhões de drogados no país, para onde retornou esta madrugada após uma viagem oficial de dois dias ao Vietnã.

 

"Hitler massacrou 3 milhões de judeus. Agora há aqui 3 milhões de viciados em drogas. Eu gostaria de massacrá-los todos", disse Duterte em Davao, segundo uma transcrição divulgada pela presidência das Filipinas. Historiadores calculam que cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto.

 

Duterte acrescentou que, enquanto as vítimas de Hitler eram todas pessoas inocentes, os seus alvos são "todos criminosos" e se livrar deles iria "acabar com o problema [das drogas] no meu país e salvar a próxima geração da perdição."

 

Ele também voltou a atacar os Estados Unidose a União Europeia pelas críticas a sua violenta campanha contra as drogas, que, segundo números oficiais, já deixou mais de 3.500 mortos desde o dia 30 de junho, quando tomou posse do cargo.

 

"Estados Unidos e União Europeia, podem me chamar do que quiserem, mas eu nunca gostei da hipocrisia, como vocês gostam", disse o presidente filipino, referindo-se à crise dos refugiados. "Vocês fecham suas portas, é inverno e eles são imigrantes escapando do Oriente Médio. Permitem que apodreçam, mas estão preocupados com a morte de mil, duas mil ou três mil pessoas?", questionou.

 

Duterte ganhou com folga a eleição presidencial com a promessa de acabar com as drogas e a criminalidade relacionada a elas nos seus primeiros seis meses de mandato. Desde então tem estimulado a polícia e os próprios cidadãos a matar traficantes e consumidores de drogas.

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