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Terça-feira, 24 de Novembro de 2020, 08h:50

NO RIO DE JANEIRO

Polícia faz operação contra milícia que explora construções irregulares na Gardênia Azul

Foto: Reprodução/ TV Globo

A Polícia Civil faz uma operação, na manhã desta terça-feira (24), para combater a máfia das construções irregulares na região de Jacarepaguá. O foco é uma milícia que age na Gardênia Azul, na Zona Oeste do Rio.

Segundo a investigação, o grupo chegava a vender cada imóvel por até R$ 150 mil e lucrou mais de R$ 3,5 milhões.

O titular da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente (DPMA), Mário Andrade, explica que a ação é realizada pela força-tarefa criada pela Secretaria de Polícia Civil voltada para combater a atuação da milícia aqui no estado.

"Através da investigação, nós suspeitamos que os investigados estão atuando como laranjas, uma vez que alguns deles se colocaram à frente dessas construções, sem no entanto terem um lastro financeiro para suportar a tal condição. E outros intermediaram as vendas dessas unidades sem também ter nenhuma experiência profissional, sem sequer terem cadastro no Conselho Regional", diz o delegado.

"A nossa investigação visa um edifício de 6 andares com 24 pavimentos, com um dado total de R$ 3,6 milhões".

A área total ocupada é de 10 mil m², sendo 7 mil m² em área desmatada. As construções são erguidas sem projetos de engenharia, arquitetura ou urbanístico, ou mesmo preocupação de estabilizar o terreno.

Cerca de 50 investigadores fazem buscas em 23 endereços ligados ao grupo criminoso.

Um dos mandados foi cumprido no Rio 2, um condomínio de classe média alta em Curicica, também na Zona Oeste. No local, segundo a polícia, morava um empresário que fazia a negociação dos imóveis irregulares na Gardênia Azul. O apartamento, no entanto, estava vazio.

Não há mandados de prisão.

Os policiais chegaram à Gardênia Azul por volta das 6h e buscavam uma corretora que estaria negociando a venda dos imóveis.

Demolição em julho

Em julho, a prefeitura demoliu alguns prédios construídos de forma irregular na Gardênia Azul, mas uma liminar da Justiça impediu que outros dois imóveis fossem derrubados.

A prefeitura acionou então a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente, que passou a investigar o caso.

O condomínio erguido pela milícia tinha 21 prédios e 200 apartamentos, e foi construído em uma mata cuja área é de Proteção Permanente.

Segundo fontes da Polícia Civil, os apartamentos, que tinham até varanda gourmet, custavam em média R$ 80 mil. Para comprar, o interessado pagava R$ 30 mil e financiava o restante do valor. Alguns apartamentos com a metragem maior podiam chegar a R$ 150 mil.

Imagens captadas por satélite mostram como o local estava no início de 2020 e como as construções irregulares avançaram e desmataram a região.


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