Cuiabá, 06 de Julho de 2020

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Domingo, 22 de Março de 2020, 16h:33

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Entenda porque casos de coronavírus só podem ser confirmados após exames no Lacen-MT

Única News
(Com Assessoria)

Foto: Tchélo Figueiredo

Mato Grosso tem oficialmente dois casos de corornavírus reconhecidos pelo Governo Estado até esse sábado (21), após liberação do resultado do exame de contraprova que foi realizado no Laboratório Central (Lacen-MT).

A unidade, ligada à Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), é responsável pela análise de amostras dos casos suspeitos da infecção por coronavírus, conforme estabelecido pelo Ministério da Saúde.

Nas últimas semanas, a imprensa divulgou a confirmação de casos positivos para Convid-19 com base nos resultados divulgados por hospitais da rede particular e outras unidades públicas do município. Porém, todas as Notas Informativas divulgadas pela Secretária de Estado de Saúde (SES-MT) mostraram que o Estado continuava sem casos confirmados.

Os casos só podem ser considerados positivos quando o laboratório do hospital (rede pública ou privada) é validado pelo Ministério da Saúde. Quando não há reconhecimento do credenciamento da unidade junto ao órgão de saúde, as amostras coletadas do suposto infectado devem ser encaminhadas para o Lacen-MT, que ficará responsável por repetir o exame. Somente após a realização de um novo exame é que o resultado será reconhecido oficialmente para ser contabilizado no quadro de monitoramento, seja negativo ou positivo.

Rede SUS

Na rede do Sistema Único de Saúde (SUS), a orientação da SES é que a pessoa com histórico suspeito e sintomas graves (febre e dificuldades para respirar) procure a unidade básica de saúde mais próxima de sua residência, pois, conforme o Ministério da Saúde, essas são as unidades de saúde porta aberta para os primeiros atendimentos dos casos.

Ao chegar na unidade, o paciente deve narrar, durante a consulta, os sintomas que possui. O profissional médico irá identificar se o caso tem potencial para ser suspeito. Se sim, a unidade irá notificar o caso como suspeito à equipe da Vigilância Epidemiológica Municipal da respectiva cidade.

Depois desse procedimento, o médico solicita a coleta de amostra biológica para exames de Biologia Molecular (RT-PCR), que detecta a presença ou não do vírus SARS COV 2 ou de outros vírus respiratórios. São coletadas amostras de Aspirado nasofaríngeo (ANF), Swabs combinado (Rayon nasal/oral) e a amostra de secreção respiratória inferior (escarro, lavado traqueal ou lavado bronco alveolar).

O Lacen analisará o material e, se der negativo para outros vírus, como H1N1 e Influenza A, o próprio laboratório do Estado encaminha as amostras para um laboratório de referência nacional, que vai validar o resultado da análise.

As etapas de análise da amostra levam até cinco dias para ser concluídas. Passado esse período, o resultado é lançado no sistema do Ministério, que publica gradativamente, na Plataforma IVIS, a confirmação da infecção pelo novo coronavírus.

Fluxo na rede particular

A Vigilância Estadual esclarece que o protocolo para confirmação do vírus em pacientes que optem por procurar o atendimento em uma rede particular não é diferente. Laboratórios particulares que sejam validados pelo Ministério da Saúde têm a autonomia no prosseguimento do diagnóstico.

Já no caso dos laboratórios particulares que não são validados pelo Ministério, as amostras serão divididas, aliquotadas. Uma será analisada na própria unidade privada e a outra é enviada ao Lacen, que analisará o material e enviará, assim como nos casos suspeitos atendidos pela rede pública, para o laboratório de referência nacional – que é responsável pela validação do resultado.


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