Cuiabá, 07 de Março de 2021

CIDADES
Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021, 11h:51

DENÚNCIA DE ASSÉDIO SEXUAL

Grupo de mulheres se reúne e cobra governador o afastamento de presidente do Indea

Claryssa Amorim
Única News

(Foto: reprodução)

Um grupo de mulheres se reuniu na manhã desta segunda-feira (18) em frente ao Palácio Paiaguás para cobrar o governador Mauro Mendes (DEM), uma posição quanto a denúncia de assédio sexual contra o presidente do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Marcos Catão Dornelas Vilaça.

No ato, 46 mulheres vestiram uma blusa preta escrita “Até quando?” e pediram transparência nas investigações, além do afastamento do presidente, que ainda está no cargo.

Uma assessora registrou boletim de ocorrência, no dia 16 de novembro do ano passado, denunciado o presidente por assédio e importunação sexual contra o chefe.

A secretária da Secretaria da Mulher, Luciana Zamprone, pediu a abertura de um processo administrativo com o presidente e destacou o “medo” de outras mulheres ao irem trabalhar.

“Nós só pedimos que ele seja afastado para ter transparência nas investigações. A gente sabe dele como servidor público que tem que abrir um processo administrativo. Mas, no cargo que ele exerce como presidente, quantas mulheres estão cm medo de acordar, trabalhar e ele estar lá? Hoje, é um grito, um socorro de nós mulheres que estamos cansadas de não podermos sair de casa para trabalhar”, disparou.

A secretária ainda lembrou que existe a Casa do Amparo para apoiar as mulheres que forem a polícia denunciar algum caso de agressão ou assédio.

Segundo ela, faz um ano que a casa passou por reforma para dar uma estrutura maior às mulheres e poderem levar os filhos, por não ter condições de retornar ao seu lar.

(Foto: reprodução)

manifestação mulheres Indea

 

A diretora da Organização não Governamental, Liga de reestruturação das Irmãs Ofendidas no seu Sentimento (Lirios), Maria Fernanda Figueiredo, questionou o Governo até quando que as mulheres terão que se vestir e ir às ruas pedirem uma providência.

Segundo ela, a proposta de ir parar na porta do Palácio Paiaguás é pedir uma postura do governador e que ele siga o código de ética do Estado.

“Nós queremos uma postura do governo e que ele siga o código de ética do nosso estado, porque qualquer servidor público que seja acusado de cometer um crime, ele é afastado do seu cargo. E o presidente do Indea tem um cargo de confiança do governo do estado de mato grosso, então nós queremos uma postura ética do nosso governador. É o mínimo que nós esperamos”, disparou.

Em nota, o presidente do Indea negou as acusações e alegou que foi surpreendido com a denúncia, ainda em 16 de novembro do ano passado. O presidente, que é servidor de carreira, disse que está com a “consciência tranquila” e negou ter cometido assédio ou importunação sexual.

O caso

A jovem registrou um boletim de ocorrência por assédio e importunação sexual contra o chefe, presidente do Indea, em novembro de 2020.

A assessora relatou que foi até a sala do presidente para repor as garrafas de água e começou a conversar com Marcos.

Em determinado momento, na conversa, ele disse que ela não precisaria de usar máscara dentro de sua sala e em seguida, começou a massagear o pênis, por cima da calça, por alguns minutos e olhando para ela.

Ela relatou na denúncia que ficou em estado de choque, mas voltou no dia seguinte ao trabalho. Ela contou ao pai o ocorrido, que a encorajou a registrar um boletim de ocorrência.

 


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