Cuiabá, 19 de Julho de 2024

ECONOMIA Quinta-feira, 16 de Maio de 2019, 09:18 - A | A

16 de Maio de 2019, 09h:18 - A | A

ECONOMIA / APONTA IBGE

5,2 milhões de desempregados procuram trabalho há mais de 1 ano

Desse total, 3,3 milhões estão desocupados há dois anos ou mais. Número de desempregados no país subiu para 13,4 milhões no 1º trimestre.

Por Darlan Alvarenga, G1



Dados divulgados nesta quinta-feira (16) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 5,2 milhões de desempregados procuram emprego há mais de 1 ano. Esse universo representa 38,9% do total de desempregados no país.

Desse total de pessoas na fila do desemprego, 3,3 milhões (24,8%) estão desocupados há dois anos ou mais, uma alta de 9,8% na comparação com o 1º trimestre de 2018.

Ainda segundo o IBGE, 6 milhões de pessoas (45,4% do total) estão procurando emprego há mais de 1 mês e a menos de 1 anos, e 2,1 milhões estão na fila do desemprego há menos de 1 mês.

A taxa de desemprego média no país no 1º trimestre subiu para 12,7%, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão, atingindo 13,4 milhões de brasileiros. Trata-se do maior índice de desocupação desde o trimestre terminado em maio de 2018.

Segundo o IBGE, o desemprego cresceu em 14 das 27 unidades da federação no 1º trimestre. As maiores taxas de desemprego foram observadas no Amapá (20,2%), Bahia (18,3%) e Acre (18,0%), e a menores, em Santa Catarina (7,2%), Rio Grande do Sul (8,0%) e Paraná e Rondônia (ambos com 8,9%). Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas ficaram em 13,5% e 15,3%, respectivamente.

Além da alta do desemprego, a taxa de subutilização da força de trabalho atingiu 25% no 1º, a maior já registrada pelo IBGE. Em todo o país, esse grupo – que reúne os desocupados, os subocupados com menos de 40 horas semanais e uma parcela de pessoas disponíveis para trabalhar, mas que não conseguem procurar emprego por motivos diversos – alcançou o número recorde de 28,3 milhões de pessoas.

 

Desemprego é maior entre jovens, mulheres e negros e pardos

 

Os dados do IBGE mostram que o desemprego continua maior entre jovens, mulheres e negros.

No 1° trimestre, as mulheres eram a maioria (52,6%) da população desocupada e da população fora da força de trabalho (64,6%). Entre os homens, a taxa de desemprego ficou em 10,9% no 1º trimestre, ao passo que entre as mulheres foi de 14,9%.

A taxa de desocupação, no 1º trimestre de 2019, dos que se declararam brancos (10,2%) ficou abaixo da média nacional (12,7%). Porém, a dos pretos (16%) e a dos pardos (14,5%) ficaram acima. Do total de 13,4 milhões de desempregados, os pardos representam a maior parcela (51,2%), seguidos dos brancos (35,2%) e negros (10,2%).

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